"O senador Jaques Wagner é depositário de toda a nossa confiança. Apoiamos todas as apurações envolvendo o Banco Master, a sociedade tem o direito de saber a verdade. Os crimes cometidos precisam ser apurados e os responsáveis penalizados. Nesse processo de investigação e apuração, temos confiança que o Jaques Wagner esclarecerá todos os fatos, comprovando a sua inocência", disse Edinho, por meio de nota divulgada nesta quinta.
Wagner é o principal alvo da nona fase da operação Compliance Zero, deflagrada nesta quinta. Ele é alvo de busca e apreensão. A PF suspeita que Jaques Wagner recebeu um imóvel e pagamentos de propina por meio de uma empresa ligada a um de seus familiares.
Segundo os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas supostamente pagas no contexto das fraudes investigadas na Compliance Zero. Além de mirar endereços de Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília.
Lima é ex-sócio de Vorcaro e foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador (2007-2014), um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco.
Esta é a primeira fase desta operação que mira aliados próximos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O principal envolvido em outras fases foi o senador Ciro Nogueira (PP-PI).
(Com Agência Estado)
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