"Se o governo que está há 20 anos no governo tivesse feito políticas estruturantes no País, não estaríamos nessa dependência de Ormuz hoje. Nós estaríamos em um outro patamar de negociação", disse a jornalistas.
Apesar do Brasil ter uma baixa dependência direta do Estreito de Ormuz para o abastecimento de petróleo, o País permanece vulnerável aos impactos sobre os preços internacionais e sobre a oferta de diesel importado. Desde o início da Guerra no Oriente Médio, o governo federal tem adotado medidas para amenizar os efeitos da volatilidade dos preços.
Caiado ainda criticou a falta de uma maior produção de fertilizantes nitrogenados. Atualmente, o Brasil importa cerca de 85% dos fertilizantes que utiliza. "O Rio de Janeiro reinjeta milhões de metros cúbicos de gás por dia e o Brasil não produz Nós compramos tudo de fósforo. Nós temos as maiores reservas de potássio e fósforo do mundo que também não são exploradas", argumentou.
A reinjeção de gás é uma das técnicas que permite aumentar a produção de petróleo, que é o produto de maior valor para muitos campos, especialmente no pré-sal.
Caiado ainda defendeu uma outra atuação política para que o Brasil transforme potencial mineral em poder econômico e tecnológico, especialmente em relação aos minerais críticos. "Não podemos perder todas as janelas de oportunidades".
(Com Agência Estado)
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