Vieira também apresentou um requerimento para quebrar o sigilo do fundo Leal, único cotista do fundo Arleen, e que pertence a Fabiano Zettel, também usado na compra do Tayayá. A investigação apura o uso do fundo do fundo Leal para lavagem de dinheiro e evasão de divisas em larga escala por Fabiano Zettel e Daniel Vorcaro.
Com o uso dos fundos, Zettel passou a ser sócio do resort Tayayá, por meio de aportes R$ 20 milhões no empreendimento. Até então, familiares de Toffoli apareciam como administradores do resort por meio da empresa Maridt, da qual o próprio ministro admitiu também fazer parte como sócio anônimo.
Na semana passada, o ministro do STF Gilmar Mendes anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen aprovada pela CPI, proposta pelo senador Sérgio Moro (União-PR). Gilmar havia derrubado anteriormente a quebra de sigilo da Maridt, também aprovada pela comissão.
Agora, o relator apresentou o surgimento de fatos novos para insistir no pedido, incluindo pagamento feito pela J&F, controlada pelos irmãos Joesley e Wesley Batista, de R$ 25,9 milhões à empresa que comprou as cotas do resort. O caso foi revelado pelo Estadão.
Paralelamente, a CPI recorreu da decisão do ministro Gilmar Mendes. A cúpula da comissão apresentou outro recurso diretamente ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Edson Fachin. O relator e o presidente, senador Fabiano Contarato (PT-ES), se reuniram com o ministro na segunda-feira, 23, e pediram para ele reverter a determinação de Gilmar e a redistribuição do processo para outro magistrado.
"O recurso tradicional depende da boa vontade do Gilmar, que a gente sabe que não existe", disse o senador ao Estadão. Segundo ele, Fachin se comprometeu a deliberar sobre os pedidos em um prazo razoável e levar o caso ao colegiado do Supremo. "Existe um caso criminal grave, uma crise institucional e ministros do Supremo desmoralizando a Corte de forma ostensiva com decisões que são incompatíveis."
(Com Agência Estado)
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