Segunda-feira, 02 de Março de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Sábado, 06 de Dezembro de 2025, 17:14 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sábado, 06 de Dezembro de 2025, 17h:14 - A | A

EDUCAÇÃO

Professores relatam censura e perseguição em escolas e universidades de todo o país

Pesquisa da UFF aponta que 9 em cada 10 docentes já sofreram ou presenciaram violência ligada à limitação da liberdade de ensinar

DA REDAÇÃO

Uma pesquisa inédita do Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras(es) (ONVE), da Universidade Federal Fluminense (UFF), em parceria com o Ministério da Educação (MEC), revela um cenário alarmante nas instituições de ensino brasileiras. Entre 3.012 profissionais ouvidos de escolas e universidades públicas e privadas, nove em cada dez afirmam ter sido perseguidos diretamente ou testemunhado casos de violência e censura contra docentes.

Segundo o coordenador do estudo, professor Fernando Penna, o levantamento teve como foco episódios de intimidação, tentativa de censura, perseguição política e restrições ao exercício da atividade docente, violências que, segundo ele, já estão “enraizadas” em todas as etapas da educação no Brasil.

Censura disseminada e intimidação crescente

A pesquisa aponta que 61% dos professores da educação básica e 55% do ensino superior já foram vítimas diretas de censura ou perseguição. Entre os casos relatados, 58% afirmaram ter recebido tentativas de intimidação, 41% foram alvo de questionamentos agressivos e 35% enfrentaram proibições explícitas de conteúdos.

Também foram registradas situações mais graves, como demissões (6%), remoções forçadas (11%), agressões verbais (25%) e até agressões físicas (10%).

Segundo Penna, a violência parte tanto de figuras externas quanto de dentro das próprias instituições, direção, coordenação, familiares de alunos e até colegas de trabalho.

Temas proibidos e impacto no aprendizado

Entre os principais motivos de perseguição estão assuntos considerados essenciais para a formação dos estudantes, mas transformados em alvo de censura:

- Questões políticas (73%)

- Gênero e sexualidade (53%)

- Religião (48%)

- Evolução e temas científicos (41%)

Professores relataram proibições para tratar de violência sexual, orientação sexual e até conteúdos de saúde pública, como um caso citado de material sobre prevenção à Covid-19 impedido sob acusação de “doutrinação”.

Para Penna, a violência afeta não apenas o profissional, mas a liberdade de ensinar e aprender, criando ambientes escolares marcados pelo medo. Cerca de 45% dos docentes dizem se sentir vigiados e relatam autocensura constante.

Polarização política intensifica casos

Os dados mostram picos de violência nos anos de 2016, 2018 e 2022, períodos de impeachment e eleições presidenciais. Para os pesquisadores, o clima de tensão nacional se reflete diretamente nas escolas.

A pesquisa revelou ainda que 33% dos docentes classificam o impacto das perseguições como “extremamente impactante” na vida pessoal e profissional. Muitos abandonaram a carreira, contribuindo para o já conhecido “apagão de professores”.

Propostas e próximos passos

O relatório parcial recomenda a criação de uma política nacional de enfrentamento à violência contra educadores, já em elaboração pelo MEC. O ONVE também planeja aprofundar a pesquisa com entrevistas detalhadas com 20 professores selecionados em diferentes estados.

Penna defende que educadores sejam reconhecidos como defensores de direitos humanos e incluídos em políticas específicas de proteção. Para ele, o país vive um cenário em que “professores têm medo de trabalhar de acordo com seu saber profissional”, o que coloca em risco a própria educação democrática.

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Pedro 07/12/2025

Escola e pra ensinar matemática português inglês física química. Não doutrina.

positivo
0
negativo
0

1 comentários

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros