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Brasil Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2026, 13:00 - A | A

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Pediatras alertam para riscos de piscinas infláveis

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu um alerta sobre os riscos associados ao uso de piscinas infláveis, especialmente por crianças menores de cinco anos. Segundo especialistas, esses equipamentos podem representar risco de afogamento, quedas e lesões.

Três a cinco centímetros de água já são suficientes para causar afogamento em bebês e crianças pequenas, destaca a SBP, que reforça a necessidade de supervisão contínua de um adulto durante qualquer atividade aquática, inclusive em piscinas rasas ou com pouco volume de água.

Dados da Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) indicam que 16 brasileiros morrem afogados todos os dias, o que equivale a uma morte a cada 90 minutos. Entre crianças, a estimativa é de quatro óbitos diários por afogamento.

O período de férias escolares e o verão tendem a agravar esse cenário. No litoral de São Paulo, por exemplo, foram registradas 30 mortes por afogamento entre 1º de dezembro e 11 de janeiro, segundo o Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar).

Orientações

Para garantir a segurança, a SBP recomenda que a supervisão seja feita por um adulto a uma distância de até um braço da criança enquanto ela estiver na água.

A entidade desaconselha o consumo de álcool durante a vigilância e alerta que boias e brinquedos infláveis, mesmo quando destinados ao público infantil, não são equipamentos de segurança, pois podem esvaziar, virar ou permitir que a criança escorregue.

Quando indicado, o único item recomendado é o colete salva-vidas homologado, que deve ser utilizado sempre com acompanhamento de um adulto.

O ambiente ao redor da piscina precisa ser seguro, com piso antiderrapante e livre de objetos pontiagudos, e atitudes como correr ao redor da borda, empurrões, mergulhos de cabeça e competições para ver quem fica mais tempo sem respirar devem ser evitadas.

A sociedade também chama atenção para o uso adequado de protetor solar, chapéus ou bonés e camisetas com proteção UV, além de hidratação frequente e pausas nas brincadeiras aquáticas para evitar hipotermia.

Por fim, a SBP lista orientações quanto à higiene e ao armazenamento das piscinas infláveis. Quando não estiverem em uso, elas devem ser esvaziadas, secas e guardadas fora do alcance das crianças. Caso permaneçam montadas, a recomendação é instalar cercas de proteção, além de manter tratamento adequado da água e manutenção regular.

(Com Agência Estado)

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