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Brasil Sábado, 25 de Julho de 2026, 17:10 - A | A

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CONSENSO

Igreja evangélica proíbe ‘cura gay’ e autoriza pessoas LGBTQIAPN+ como pastores e membros

Decisão da Igreja Presbiteriana Unida garante autonomia às comunidades locais e veda 'cura gay' e discursos de ódio no ambiente religioso

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Freepik

LGBTQIA+

Durante a a XXI Assembleia Geral realizada em Salvador (BA), entre os dias 17 e 19 de julho, a IPU (Igreja Presbiteriana Unida do Brasil) tratou sobre a inclusão de pessoas homoafetivas em suas comunidades. A decisão não impõe uma posição doutrinária única para todas as congregações, mas reconhece a autonomia de cada comunidade local para acolher e ordenar fiéis LGBTQIAPN+ como membros e, observados critérios vocacionais, também para funções pastorais.

A deliberação é fruto de um trabalho iniciado em 2023, quando a assembleia da IPU criou a Comissão Especial para Assuntos de Gênero. O grupo, composto por representantes de todos os presbitérios, equilíbrio de gênero, pastores que já realizavam celebrações homoafetivas e representantes LGBTQIAPN+, dedicou três anos a escutar comunidades, promoveu um seminário aberto e estudou os documentos oficiais da igreja.

O resultado deste trabalho apontou para a existência de visões diversas internamente, desde perspectivas conservadoras a inclusivas, mas com consenso em evitar novos cismas e rupturas de denominações.

Fundada em 1978, a IPU é uma vertente da Igreja Presbiteriana de tradição reformada, organizada como uma federação de igrejas locais, voltada a compromissos sociais e à autonomia comunitária. Entre os fundadores da IPU esteve o escritor e educador Rubem Alves. A Igreja nasceu de expurgos feitos pela IPB (Igreja Presbiteriana do Brasil) de pastores engajados com pautas de justiça e democracia.

O relatório da decisão definida em assembleia cita o Pronunciamento Social da IPU, que repudia todas as formas de opressão e discriminação, e aplica esse compromisso à orientação afetivo‑sexual. Como parte das diretrizes aprovadas, a denominação estabeleceu “compromissos mínimos” que devem ser respeitados por todas as congregações, independentemente de sua linha doutrinária.

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