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CAÇA ILEGAL

Grupo que agrediu capivara no Rio é denunciado por maus-tratos com emprego de crueldade

Homens são acusados de agir com extrema violência contra animal silvestre; dois adolescentes participaram e capivara sofreu lesões graves

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Os seis homens presos por agredir um capivara no Rio de Janeiro, no mês passado, foram denunciados pelo Ministério Público do Estado (MP-RJ), na terça-feira, 7, pelos crimes de maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, corrupção de menores e associação criminosa. O crime aconteceu na noite do dia 21 de março, no bairro Jardim Guanabara, na Ilha do Governador, zona norte da capital fluminense.

Os acusados - Isaías Melquiades Barros da Silva, José Renato Beserra da Silva, Matheus Henrique Teodosio, Paulo Henrique Souza Santana, Pedro Eduardo Rodrigues e Wagner da Silva Bernardo - já estão presos de forma preventiva. Dois adolescentes também participaram das agressões e foram apreendidos. A defesa dos envolvidos não foi localizada.

Segundo os promotores, o grupo agiu "de forma consciente e coordenada" e "com extrema violência". Imagens de monitoramento flagraram o momento do espancamento. O registro mostra os acusados perseguindo, cercando e atacando a capivara. Conforme a denúncia, o grupo ainda teria utilizado pedras e pedaços de madeira na ação criminosa.

Um laudo veterinário anexado aos autos apontou que as agressões causaram lesões graves ao animal, incluindo traumatismo craniano e lesão ocular severa.

Agentes da Patrulha Ambiental da Prefeitura realizaram o resgate da capivara, que recebeu os primeiros socorros ainda no local e depois passou a ser cuidada na Clínica de Reabilitação de Animais Silvestres para atendimento especializado.

O MP-RJ destacou ainda que, durante as agressões, os envolvidos filmaram a ação e demonstraram comportamento de deboche enquanto o animal era submetido a intenso sofrimento. "A ação ocorreu durante a noite e sem qualquer autorização, configurando também a prática de caça ilegal de animal silvestre", disse a promotoria.

Além disso, as pedras arremessadas também atingiram veículos estacionados no local, provocando danos ao patrimônio, acrescentou o Ministério Público.

As capivaras estão presentes em diversas áreas urbanas do Brasil, o que aumenta a exposição a situações de risco e maus-tratos. A legislação prevê detenção e multa para quem pratica maus-tratos contra animais silvestres.

Na esfera cível, o Núcleo de Proteção e Defesa dos Animais (NPDA), do MP-RJ, fixou um valor de R$ 44.632,57 a ser pago solidariamente pelos acusados para reparação dos danos ambientais, morais coletivos e materiais causados.

O montante foi calculado com base em laudo técnico de valoração de danos à fauna (Quanti-Fauna). Os recursos deverão ser destinados a instituições voltadas ao atendimento veterinário e à recuperação do animal, além do Fundo Estadual de Meio Ambiente.

(Com Agência Estado)

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