Como medida para absorver o aumento no fluxo de passageiros, a SuperVia informou que colocará em operação 30 viagens extras ao longo do dia, reduzindo os intervalos entre os trens nos períodos de pico. O MetrôRio, por sua vez, afirmou que ampliará a oferta de composições caso haja crescimento na demanda pelo sistema.
O Rio Ônibus afirmou que as empresas seguem mobilizadas para ampliar a circulação dos coletivos e garantir o transporte da população. Segundo a entidade, cerca de 1.500 coletivos já estão em operação e as concessionárias trabalham para cumprir a determinação da Justiça de manter ao menos 80% da frota em circulação.
Segundo a entidade, cerca de 1.500 ônibus já estão em operação, enquanto as concessionárias trabalham para cumprir a determinação da Justiça do Trabalho que obriga a manutenção de, no mínimo, 80% da frota em circulação durante a paralisação.
O sindicato patronal também atribuiu ao Sindicato dos Rodoviários as dificuldades para atingir esse porcentual. De acordo com o Rio Ônibus, a entidade não encaminhou aos motoristas as escalas indicando quais profissionais deveriam permanecer em atividade para atender à determinação judicial. A entidade ainda fez um apelo para que os trabalhadores retornem às garagens e retomem a operação, afirmando que "a população carioca não pode ficar mais um dia a pé".
Na terça-feira, 30, uma audiência de conciliação entre representantes dos trabalhadores e das empresas terminou sem acordo. Um novo encontro está agendado para a próxima segunda-feira, 6.
O impasse envolve as negociações da campanha salarial entre o Sindicato dos Rodoviários e as empresas de ônibus. Entre as principais reivindicações da categoria estão o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas de ônibus convencionais e de R$ 5 mil para os condutores de veículos articulados.
Os rodoviários também pedem vale-alimentação de R$ 1 mil, plano de saúde e odontológico, jornada 5x2, manutenção do passe livre, indenização pelo intervalo de almoço e a substituição dos contratos temporários da Mobi-Rio por vínculos sob o regime CLT.
De acordo com o sindicato, a proposta apresentada pelas empresas está distante das reivindicações da categoria. Pelos valores oferecidos, o salário dos motoristas de ônibus convencionais passaria de R$ 3.420,16 para R$ 3.570,31, enquanto os condutores de ônibus articulados teriam remuneração reajustada de R$ 4.104,18 para R$ 4.284,35. O auxílio-alimentação subiria de R$ 660 para R$ 689.
(Com Agência Estado)
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