Na reforma da renda, Edinho defendeu a aprovação da redução da jornada de trabalho, que está em discussão no Congresso. Sobre a reforma política, Edinho disse que é preciso fortalecer os partidos para recuperar o "valor da democracia". De acordo com o presidente do PT, mudanças são necessárias para acabar com o fisiologismo do Legislativo e garantir que o presidencialismo funcione.
"Modelo político e eleitoral do Brasil ruiu, ele não responde mais às necessidades de um país como o Brasil, as necessidades de nós tomarmos medidas para que, efetivamente, o Brasil se torne mais competitivo e efetivo", declarou Edinho.
Edinho também fez uma defesa sobre uma reforma no Judiciário, mas disse que isso não será feito em uma "perspectiva autoritária". "Não podemos ter um Judiciário e um Ministério Público tão distantes da sociedade brasileira como temos atualmente, caracterizando privilégios materializados nos famosos penduricalhos", declarou.
Edinho também disse que o presidente terá como prioridades o equilíbrio fiscal. O presidente do PT criticou ainda a análise de que um déficit menor que 1% do PIB seria o responsável por dificuldades econômicas. "Olhar o cenário internacional e dizer isso não tem lastro na realidade", disse Edinho.
"O governo Lula vai continuar buscando equilíbrio fiscal e o equilíbrio entre receitas e despesas. Ele acredita nisso, ele acredita que você não pode gastar mais do que você arrecada. É uma concepção de vida dele", completou.
O presidente do PT disse também que pretende chamar setores distantes do partido e da esquerda para discutir o plano de governo do quarto mandato de Lula, que será utilizado durante a campanha eleitoral.
Sobre o terceiro mandato, Edinho disse que o legado deixado por Lula que será levado para a campanha será o de "reorganização da casa", em referência ao governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Ele também criticou a taxa de juros, apesar de dizer que só tem elogios ao presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo. Segundo Edinho, o BC perdeu a oportunidade de começar um movimento de diminuição da Selic no período em que antecedeu a guerra no Oriente Médio.
O dirigente partidário ainda fez críticas às renúncias fiscais, dizendo que cifras acima de R$ 500 bilhões ao ano não podem ser normalizadas e serão discutidas no eventual quarto governo Lula.
(Com Agência Estado)
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