Segunda-feira, 02 de Março de 2026
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

00:00:00

image
facebook001.png instagram001.png twitter001.png youtube001.png whatsapp001.png

00:00:00

image
dolar R$ 5,36
euro R$ 6,23
libra R$ 6,23

Brasil Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2025, 09:34 - A | A

facebook instagram twitter youtube whatsapp

Sexta-feira, 12 de Dezembro de 2025, 09h:34 - A | A

MÃE E PADRASTO PRESOS

Como denúncia de amante levou polícia a desvendar estupro contra menina de 3 anos

Leiliane Vitória Oliva Coelho e Andrey Gabriel Zancarli mantinham em celulares vídeos que mostram abusos sexuais contra criança. Filmagens tinham como objetivo satisfazer fantasias deles, diz polícia

G1

Os episódios de abuso sexual contra uma menina de 3 anos em Ribeirão Preto (SP) foram desvendados pela Polícia Civil a partir da denúncia do amante da mãe da criança. A mãe, Leiliane Vitória Oliva Coelho, de 22 anos, e o padrasto da criança, Andrey Gabriel Eduardo Bento Zancarli, de 23, foram presos por suspeita de cometer os crimes.

A polícia informou que o casal mantinha nos celulares vídeos dos abusos sexuais cometidos contra a menina, com imagens de atos libidinosos.

Andrey foi preso na casa onde vivia com Leiliane. No momento da prisão, ele estava com a menina e um bebê de quatro meses, fruto da união entre os dois. Já a mulher foi presa no trabalho. Ambos tiveram a prisão mantida pela Justiça. Já as crianças ficaram sob tutela de outros familiares.

O FIO DA MEADA

De acordo com o boletim de ocorrência, Leiliane mantinha um relacionamento extraconjugal há cerca de seis meses. Durante esse período, o amante conviveu com os dois filhos da mulher, sendo a menina e o bebê. 

No decorrer da convivência com a vítima, o homem que denunciou Leiliane e Andrey à polícia notou que a menina apresentava comportamento retraído. Segundo ele, quando dormia, a criança acordava assustada e pedindo para "parar", situação que causava estranhamento.

Ele também contou à polícia que Andrey, marido de Leiliane e padrasto da vítima, resistia em colocar a criança na creche, afirmando que ele mesmo cuidaria dela.

Já na última terça-feira (9), como tinha acesso ao celular de Leiliane, o amante disse que identificou conversas dela com o companheiro contendo vídeos que mostravam Leiliane molestando a filha, inclusive com referências à administração de substâncias para dopar a vítima.

Diante disso, o denunciante realizou capturas de tela das conversas e apresentou todo o material para a Polícia Civil, que fez a prisão dos suspeitos na noite da última quarta-feira (10).

 

MÃE E PADRASTO NEGAM ESTUPRO, MAS ADMITEM VÍDEOS

Ainda conforme a polícia, mãe e padrasto negam ter cometido estupro, mas admitiram que gravaram os vídeos encontrados nos celulares. Em entrevistas à EPTV, afiliada da TV Globo, eles também admitiram que erraram, mas não explicaram a que estavam se referindo.

Na saída da DDM, Andrey admitiu que errou, mas negou que tenha cometido abusos sexuais.

"Foi mais por causa que gostava muito da pessoa. Basicamente por isso. A gente não estuprou uma criança, agente acabou nem tocando nela. Não está tudo bem, não acho que está tudo bem. Sei que foi um erro gigantesco, mas a única coisa que posso deixar claro é que a gente não tocou na menina, não fez nada sexual com ela, nada do tipo", disse.

Leiliane, por sua vez, também admitiu ter errado e se disse arrependida. "Eu amo a minha filha, não sei o que deu em mim. Um vídeo estragou tudo. Uma coisa ruim que você faz anula todas as coisas boas. Eu mereço tudo o que vier, o que me acontecer, mereço tudo", afirmou.

FANTASIAS SEXUAIS

A delegada Michela Ragazzi, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), informou que mãe e padrasto gravavam vídeos com cenas sexuais envolvendo a criança. Em depoimento, os suspeitos, Leiliane e Andrey, revelaram que as filmagens tinham como objetivo satisfazer fantasias sexuais deles.

"Eles disseram que essas trocas de mensagens contêm fantasias sexuais realizadas entre eles e que efetivamente eles não expunham a criança a nenhum ato libidinoso ou sexual. Porém, as imagens e as mensagens serão periciadas", cita.

O casal deve responder por estupro de vulnerável, crime que pela legislação brasileira não exige a ocorrência de conjunção carnal para ser configurado, além de divulgação de cenas de sexo e exploração sexual infantil.

Até a última atualização desta reportagem, a defesa deles não havia sido localizada.

 

Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.

Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.

Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM  e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.

Comente esta notícia

Algo errado nesta matéria ?

Use este espaço apenas para a comunicação de erros