As gravações estão com a Corregedoria da Polícia Militar. O Estadão apurou que a íntegra das imagens ainda não foi encaminhada ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), responsável pelas investigações.
A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP) afirmou que não tolera desvios de conduta de seus agentes e que as circunstâncias da morte são investigadas com rigor. A pasta informou ainda que eventuais irregularidades serão punidas.
A PM decidiu afastar quatro policiais envolvidos na ocorrência. O afastamento é uma medida administrativa enquanto o caso é apurado e não representa, por si só, uma conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.
O corpo de Gustavo Munis de Santana foi enterrado nesta segunda-feira, 12, no Cemitério Congonhas, na zona sul de São Paulo. O clima era de tristeza e revolta, de acordo familiares.
De acordo com o Boletim de Ocorrência, documento obtido pelo Estadão, as autoridades teriam sido acionadas porque Gustavo estaria "transtornado" e ameaçava tirar a própria vida. Conforme o registro policial, após a chegada da primeira viatura, o rapaz atravessou a passarela e se abrigou em um imóvel na Alameda dos Guaramomis.
Ele ainda teria saído de uma área escura, corrido em direção aos policiais com os braços estendidos e apontado um "objeto escuro". Segundo o boletim, o objeto na mão de Gustavo era um aparelho celular. A perícia informou que apenas o telefone foi apreendido com ele.
Os quatro policiais dispararam 45 vezes contra o jovem, dos quais 27 atingiram a vítima. As armas dos policiais envolvidos e o celular de Gustavo foram apreendidos para perícia.
Gustavo Munis de Santana não tinha antecedentes criminais e fazia tratamento psiquiátrico, de acordo com os familiares.
(Com Agência Estado)
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