Segundo a ANTT, a habilitação é uma etapa cadastral que permite à empresa solicitar autorizações e emitir documentos de viagem, mas não significa operação imediata. A entrada e a permanência no mercado dependem de fatores como demanda, viabilidade econômica e estrutura operacional.
Por tipo de serviço, o fretamento (viagens contratadas por grupos) concentrou o maior número: 9.454 empresas habilitadas, com 7.257 operando, o equivalente a 76,8%. No transporte regular interestadual (linhas com venda de passagem ao público), eram 359 habilitadas e 176 operando (49,0%). No semiurbano (ligações entre cidades de estados diferentes em áreas integradas), 20 estavam habilitadas e 17 operaram (85,0%).
Os números por modalidade não devem ser somados para formar o total do setor, porque uma mesma empresa pode estar habilitada e operar em mais de um tipo de serviço ao mesmo tempo; por isso, os totais consolidados consideram empresas distintas, sem dupla contagem.
Em termos de demanda, o sistema transportou pouco mais de 101 milhões de passageiros em 2025, abaixo do pico de 2023 (113 milhões). O semiurbano respondeu por cerca de 50,9 milhões de embarques, o serviço regular por 36,7 milhões e o fretamento por 13,4 milhões, este último com avanço na comparação recente, conforme o relatório.
No total, a taxa de empresas em operação foi de 77,0% em 2025, de acordo com a ANTT.
(Com Agência Estado)
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