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O voto no Brasil já não é assim um instrumento tão eficiente de democracia, pois o legislativo é composto com menos da metade dos votos do total dos eleitores. Se ainda contarmos com votos em branco, voto nulo e voto de protesto optando por candidatos “exóticos”, nós diminuímos os índices de acerto e projetamos os candidatos que já possuem densidade e história de campanhas anteriores, ou seja não renovamos nada.
A democracia é participação acima de tudo, pois é muito cômodo reclamar e votar somente. Precisamos fazer algo a mais. Precisamos participar da vida pública lendo sobre política, debatendo, candidatando, filiando a partidos ou mesmo frequentando as reuniões políticas partidárias para conhecermos um pouco mais a fundo as ideias e principalmente as manobras pretendidas por cada pessoa. Política se faz no dia a dia.
A acomodação tem um preço e ele nos tem sido caro. Tomar decisões de afogadilho com base apenas nas campanhas eleitorais é muito arriscado, pois já conhecemos os enredos: acusações aos adversários e autoelogio do candidato. Três meses de campanha é pouco para que possamos decidir se alguém pode me representar por quatro ou oito anos. A campanha em si é um show que foge a realidade.
Um candidato depois de eleito não faz o que quer, nem o executivo pode. Ele não pode ser ditador, tem que obedecer a legislação e a burocracia do Estado. Muito menos o legislador, pois se trata de um poder colegiado. Mas há coisas imutáveis, tais como caráter e conhecimento. Eleger alguém sério é bom, mas não resolve por si só; tem que ter conhecimento. Eleger alguém só com conhecimento também não resolve, ele precisa do caráter para não fazer mau uso da coisa pública.
Aí vem a grande dúvida: como identificar dentre os candidatos alguém com tais predicados? Bem, se não podemos encontra-los pelas suas palavras podemos fazer pelo seu curriculum vite: estudou? Porque todos que querem ocupar tais cargos, se não encontraram tempo para frequentar uma escola e fazer uma faculdade, não irão também encontrar tempo para dedicar ao patrimônio público, se dedicar a aquilo que não é seu.
O segundo item: tem caráter? Parece difícil, mas a princípio não é; “digas com quem andas que direi quem tu és”, frase bíblica e conhecida de todos. A que partido está filiado? O que este partido defende? Já ajudou alguma instituição? Tem serviços prestados? Trabalha em que? De onde vem seu sustento? Tens bons antecedentes? Que categoria representa? O que pensava antes de se candidatar? Por quais caminhos trilhou sua vida?
Isso por si só não garante 100% de acerto, mas diminuem muito as suas possibilidades de decisão errada. O político sobrevive de discurso, ação e coerência. Não podemos mais aceitar apenas o discurso, temos que exigir o cumprimento das metas estabelecidas no momento da campanha e só consigo fazer isso se estivermos bem próximo deles mesmo após a eleição.
Não serão os políticos que vão mudar este país. Eles podem no máximo afetar, para o bem ou para o mal, nosso dia a dia através da economia, das leis, do funcionamento dos órgãos públicos e dos direitos e deveres do cidadão. Afinal, primeiro são cidadãos e depois políticos. Nascem e saem do seio da sociedade. Saem da qualidade educacional que oferecemos a nós mesmos e a nossos filhos.
Se quisermos uma sociedade diferente devemos fazer algo concreto para que isso ocorra. Pelo voto você aponta pessoas que julga serem competentes e honestas. Pelo voto você se torna absolutamente igual a todos os demais cidadãos, pois o voto é um só e igual para todos no seu valor.
Pelo voto, você tem oportunidade de colocar pessoas mais íntegras e mais dignas de confiança. A história de uma nação muda quando mudamos nossas atitudes. Bom voto!
*JOÃO EDISOM DE SOUZA é analista político, professor universitário em Mato Grosso e colaborador de HiperNotícias.
Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br
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Carlos Nunes 11/06/2014
Para aperfeiçoamento do processo democrático, aonde Todo Poder EMANA do Povo e EM SEU NOME é Exercido, nas próximas eleições...novo presidente, novo governador, e renovação do Congresso Nacional e da Assembléia Legislativa. Nós, os eleitores, temos que conscientizar de que...todo dinheiro é NOSSO - fruto do Nosso Trabalho e do Pagamento dos Impostos. Os políticos são passageiros, que só botam a banca com o Nosso Dinheiro; e quando dizem que estão fazendo alguma coisa boa, não fazem mais do que a obrigação. A única esperança sempre é a RENOVAÇÃO, por isso é bom eleger novas pessoas que possam fazer uma política melhor. A política atual está sempre abalada constantemente só por escândalos e mais escândalos; a gente não sabe mais Quem é Quem, pois tem muitos lobos em pele de cordeiro. Depois que apareceu até dinheiro na cueca, a corrupção ficou explícita e descarada. Temos é que VALORIZAR mais o Voto. Eleição é igual Departamento de Pessoal, podemos Demitir e Contratar pessoas para nos representar, elas são só...NOSSOS EMPREGADOS. Prá Quem vamos dar o emprego de presidente da república até o deputado estadual? Só temos que lembrar um pouco da nossa própria história - como foi difícil conseguir nosso emprego, tivemos que convencer o empregador de que éramos...honestos, de confiança e competentes; só assim fomos contratados. Pois é, Eleição é a mesma coisa.
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