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Na primeira vertente se enquadra os factoides da “disparada do preço do tomate” (clara oscilação sazonal de preço), do “perigo do apagão”, do “estouro da inflação”, da “fragilidade da economia”, entre outros. Na época do presidente Lula era o tal “caos aéreo”!
Na segunda, o problema reside no “número excessivos de ministérios”, nas “viagens da Presidenta” e na mais nova vedete, a “crise da Petrobrás”, que entra de vez no radar da disputa eleitoral, tendo como pretexto o negócio que se tornou mal sucedido – a compra de uma refinaria em Pasadena, nos EUA – aprovada por unanimidade pelo Conselho Administrativo da empresa em 2006, bem como uma propalada “deterioração” da empresa.
O caso Pasadena, ressuscitado após oito anos, é uma clara tentativa de tentar desgastar a presidenta Dilma, visto que na época ela era presidenta do Conselho. Na época o Conselho considerou um negócio atraente, e aprovou a compra unanimidade. Mesmo assim, tal negócio já vem sendo investigado pela Controladoria Geral da União (CGU), pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal.
Sobre a suposta “agonia” da empresa, é necessária uma comparação do que era a empresa na época em que o tucanato governava o país e depois, a partir de 2003, quando o Brasil passou a ser governado pelas forças democráticas e populares.
Para tanto, vou utilizar como base recente nota divulgado pela FUP – Federação Única dos Petroleiros, intitulada “Não deixemos sangrar a Petrobrás no ringue das disputas eleitorais”.
O documento inicia constatando que “a oposição, em conluio com a velha mídia, mira na Petrobrás para tentar desmoralizar a gestão pública da maior empresa brasileira”.
A seguir, denuncia que “quem acompanha a nossa indústria de petróleo sabe da urgência de reestruturação do parque de refino da Petrobrás, que, durante o governo do PSDB/DEM, foi sucateado e estagnado, assim como os demais setores da empresa”.
Mais adiante, afirma que “quando exercia o papel de governista (dos anos 1990 até 2002), a oposição demo-tucana quebrou o monopólio estatal da Petrobrás, escancarou a terceirização, privatizou alguns setores e unidades da empresa, reduziu drasticamente os efetivos próprios, estagnou investimentos em exploração, produção e refino e ainda tentou mudar o nome da Petrobrás para Petrobrax. Foi nessa época que a empresa protagonizou alguns dos maiores acidentes ambientais do país e o afundamento da P-36.”
É bom que se lembre que o acidente com a P-36, que custou US$ 430 milhões para o país, resultou na mortes de 11 trabalhadores. O presidente da Petrobras na época era um tal de Henri Philippe Reichstul (que era vice-presidente do American Express quando foi nomeado) e o Diretor Geral da ANP, responsável pela apuração, era o Sr. David Zylbersztajn, genro do então presidente Fernando Henrique Cardoso. A investigação, encerrada em julho de 2001, concluiu que “não pôde concluir se o afundamento da plataforma teria como ser evitado”. Ou seja, nada foi apurado.
A seguir, o documento trás números cristalinos, nos quais são comparados os dois períodos: “em 2002, a Petrobrás valia R$ 30 bilhões, sua receita era de R$ 69,2 bilhões, o lucro líquido de R$ 8,1 bilhões e os investimentos não passavam de R$ 18,9 bilhões. Uma década depois, em 2012, o valor de mercado da Petrobrás passou a ser de R$ 260 bilhões, a receita subiu para R$ 281,3 bilhões, o lucro líquido para R$ 21,1 bilhões e os investimentos foram ampliados para R$ 84,1 bi”.
Aprofundando na comparação, a FUP afirma “antes do governo Lula, a Petrobrás contava em 2002 com um efetivo de 46 mil trabalhadores próprios, produzia um bilhão e 500 mil barris de petróleo por dia e tinha uma reserva provada de 11 bilhões de barris de óleo. Após o governo Lula, em 2012, a Petrobrás quase que dobrou o seu efetivo para 85 mil trabalhadores, passou a produzir 2 bilhões de barris de óleo por dia e aumentou a reserva provada para 15,7 bilhões de barris de petróleo.”
Constata ainda que “apesar da crise econômica internacional e da metralhadora giratória da mídia partidária da oposição, a Petrobrás descobriu uma nova fronteira petrolífera, passou a produzir no pré-sal e caminha a passos largos para se tornar uma das maiores gigantes de energia do planeta”.
Na nota a FUP posiciona-se com firmeza destacando que “não aceitamos, portanto, que esse processo seja estancado por grupos políticos que no passado tentaram privatizar a empresa e hoje, fortalecidos por novos aliados, continuam com o mesmo propósito”.
Por fim, alerta que “não permitiremos que sangrem a Petrobrás em um ringue de disputas políticas partidárias eleitorais, como querem os defensores da CPI. Reagiremos à altura contra qualquer retrocesso que possa ser imposto à maior empresa brasileira, alavanca do desenvolvimento do país”.
Portanto, os dados apresentados demonstram que, ao contrário das afirmações apocalípticas das “oposições” em conluio com os tubarões da mídia conservadora e com o capital internacional, que anseia abocanhar nossas riquezas, a Petrobrás vem sendo fortalecida no atual governo das forças democráticas e populares, diferentemente da “Petrobrax” da era de FHC e do tucanato privatista!
*MIRANDA MUNIZ é agrônomo, bacharel em direito, oficial de justiça-avaliador federal e secretário sindical do PCdoB-MT
Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br
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Pedro Luiz 23/04/2014
Esse Miranda Muniz, que não sei quem é, pensa que sosos topdos uns idiotas e que não temos acessoa informação. Está claro que ele é um soldado do PT e tenta a todo custo apagar a imconpetência do PT e da sua presidente
Beltramello 22/04/2014
Suspeito e tendencioso como oficial de justica e avaliador acredito que foi tedencioso, com intuito unico de favorecimento ao atual governo. Como funcionario publico deveria se ater as suas funcoes e atribuicoes que o cargo lhe confere. Voce demonstrou ser um bom polico, procurando um espaco junto a situacao. E como comentarista foi tendencioso.
2 comentários