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Artigos Sábado, 01 de Fevereiro de 2014, 07:20 - A | A

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Sábado, 01 de Fevereiro de 2014, 07h:20 - A | A

Obama e o congresso americano

O maior desafio de Obama é a oposição republicana que domina a Câmara e a escassa maioria que os democratas têm no Senado que muito dificultam as relações com o Congresso

JUACY DA SILVA






Hugo Dias/HiperNotícias

Como acontece todos os anos, no final de janeiro, os Presidentes dos EUA dirigem-se ao Congresso para apresentar um balanço da situação nacional, incluindo os desafios que devem enfrentar e as propostas para superá-los. Este é “ESTADO DA UNIÃO”, na visão do chefe do Poder Executivo.


Este é o quinto balanço que OBAMA apresenta ao Congresso. Durante seus primeiros quatro anos enfrentou uma das maiores crises econômicas e financeiras que os EUA já experimentaram nas últimas décadas, além de duas guerras simultâneas no Iraque e no Afeganistão, herdadas de seu antecessor G.W. Bush, do Partido Republicano.

Além dessas duas crises, também tem enfrentado desafios em sua política externa como o combate ao terrorismo e o prospecto de crises localizadas no Oriente Médio e Norte da África, a chamada primavera árabe, a Guerra civil na Síria, potencializadas pela avanço do programa nuclear iraniano e da Coréia do Norte.

No contexto internacional, depois de alguns reveses, Obama apresenta como resultados positivos a morte de Bin Laden e a desarticulação parcial da rede terrorista Al Qaeda; a derrubada das ditaduras no Egito e Líbia, o fim da Guerra no Iraque e o do fim da intervenção no Afeganistão em 2014. Outra notícia que apresentou como positiva foi o encaminhamento para a solução do programa nuclear iraniano, mediante acordo, para remover as barreiras econômicas e financeiras impostas aquele país, o mesmo acontecendo com a ameaça nuclear da Coréia do Norte.

No plano interno podem ser destacados como aspectos positivos a recuperação da economia, mesmo que um tanto lenta mas com sinais de fortalecimento; os índices de desemprego na maior parte das regiões foram reduzidos de forma significativa; a política energética, com foco na produção de gás de xisto, pode de fato significar a independência dos EUA colocando o país como exportador de energia. Outro aspecto é recuperação do mercado imobiliário que também tem dado sinais de estar voltando aos patamares anteriores a crise, incluindo a valorização dos imóveis, que sofreram uma grande depreciação em decorrência da crise. Aos poucos também a reforma da saúde vai progredindo e já possibilitou a inclusão de milhões de pessoas que não tinham qualquer proteção nessa área.

Todavia, o maior desafio de Obama é a oposição republicana que domina a Câmara e a escassa maioria que os democratas têm no Senado que muito dificultam as relações com o Congresso. Esse fator tem sido a pedra no sapato do Presidente que tem tido dificuldades para aprovar suas propostas relativas ao orçamento; as reforma da saúde e imigratória e outros programas sociais e de desenvolvimento científico e tecnológico.

Como o prestígio do Presidente perante a opinião pública não anda muito bem e tendo em vista que a partir deste ano tem início as articulações para as eleições do meio de mandato, quando vários governos estaduais, deputados e senadores terão que enfrentar as urnas, a escolha do futuro presidente começa a fazer parte do tabuleiro político.

Em uma jogada um tanto arriscada, Obama resolveu confrontar o Congresso e afirmou que irá realizar uma série de ações, “com ou sem o apoio” do Legislativo, usando seus poderes presidenciais vai aumentar o salário mínimo para mais de dez dólares por hora nos contratos do Governo, no que poderá ser seguido por vários governadores democratas, como forma de ampliar a renda média do trabalhador e o poder aquisitivo do Mercado interno. Esta medida poderá também ser uma forma de pressão para que o Congresso também eleve o valor do salário mínimo nacional.

Obama também se mostrou determinado em relação às medidas para combater a desigualdade de renda entre as camadas sociais, a estimular a produção automobilística que utilize fontes alternativas de energia, a apoiar mais diretamente a educação e a implementar de forma mais acelerada a implantação das reformas da saúde e imigratória.

Dentro de poucas semanas as pesquisas de opinião pública deverão dizer se a população está convencida das propostas apresentadas por OBAMA e se o país está no rumo certo para voltar a crescer de forma sustentável e continuar ocupando seu espaço no cenário internacional. Disto depende o futuro dos democratas na Casa Branca.


*JUACY DA SILVA
é professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia, Email [email protected] Blog www.professorjuacy.blogspot.com

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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