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Artigos Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014, 19:41 - A | A

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Sexta-feira, 26 de Dezembro de 2014, 19h:41 - A | A

O trimilionésimo passageiro

Sem a Copa não teríamos nem o que temos hoje, mas ainda vai ser necessária muita cobrança dos setores organizados da sociedade mato-grossense e seus líderes para que esta obra seja concluída

JOSÉ ANTONIO LEMOS


Mayke Toscano/Hipernoticias

No finzinho de novembro o Aeroporto Marechal Rondon recebeu seu trimilionésimo passageiro, cuja chegada eu havia previsto para fim do ano passado, em artigo de outubro daquele ano. Mas, faltaram 4321 passageiros, menos da metade de um dia de movimento do aeroporto e ele não veio em 2013. Enfim, agora apareceu, junto com os preparativos do Natal, sem tapete vermelho ou banda de música, sem retrato ou foguetório, sem sequer uma notícia. Não sabemos nem se estava chegando ou partindo, se era homem ou mulher. Desprezado, porém importante, afinal ele coloca o Marechal Rondon no patamar dos aeroportos com movimento superior a 3 milhões de passageiros por ano, consolidando-se entre os mais movimentados e os de maior crescimento do país.


A importância desse número está não só em sua dimensão, mas, também em seu dinamismo. Alcançou a faixa de 1,0 milhão de passageiros/ano em 2007 e apenas 7 anos após tem seu movimento triplicado, expressando muito bem a pujança da região a qual serve, uma das mais produtivas e dinâmicas do planeta. Isso é riqueza, é potencial de desenvolvimento, de geração de empregos e renda. O privilégio de dispor de um aeroporto de categoria internacional preparado para atender com conforto e segurança suas demandas do momento e do futuro é hoje um dos fatores essenciais para o nível de inserção de uma cidade na cadeia produtiva global. Mato Grosso está inserido na escala mundial da produção agropecuária e o Marechal Rondon, mesmo que ainda subdimensionado e inacabado, é a nossa principal interface global, ferramenta de conecção física com pessoas do mundo. E desenvolvimento não se faz sem relações interpessoais cada vez mais crescentes e exigentes em conforto, segurança e agilidade.

A marca dos 3 milhões de passageiros/ano é reflexo do trabalho produtivo e sofrido da gente mato-grossense, gente que merece respeito. É bom lembrar que sem o “pibão” mato-grossense o Brasil não teria sequer seu “pibinho”. Sem dúvida é preciso que o foco se volte para a conclusão desta ampliação que deveria estar pronta para a Copa, mas sem perder de vista que o processo de desenvolvimento de Cuiabá e Mato Grosso vai muito além da Copa e que a atual ampliação não atenderá sequer o movimento atual de passageiros. Já está lotado. Ficou claro que havia uma grande demanda reprimida, em prejuízo do desenvolvimento do estado. É preciso porém lembrar que melhorou muito, e hoje mal dá para imaginar como este movimento cabia naquela estação do início do ano, antes desta sua ampliação inconclusa.

Sem a Copa não teríamos nem o que temos hoje, mas ainda vai ser necessária muita cobrança dos setores organizados da sociedade mato-grossense e seus líderes para que esta obra seja concluída, e muito mais ainda, para o estabelecimento de um cronograma de ampliação do aeroporto em sintonia com o desenvolvimento de Mato Grosso. Com a Copa já foi dificílimo, imagine sem a Copa. Um bom começo seria resgatar o Plano Diretor elaborado pela própria Infraero, na época presidida pelo saudoso cuiabano Orlando Boni, que já previa uma nova estação de passageiros voltada para o Cristo Rei e inclusive uma nova pista. Para os que acham que é muito, não é muito não, isso é Mato Grosso.

Neste assunto jamais será demais lembrar o exemplo da fantástica visão de futuro dos que na década de 40 tiveram a coragem de destinar na Cuiabá de então mais de 700 hectares à ainda incipiente aviação comercial. Era muita confiança no desenvolvimento do estado e da aviação. Tinham a visão correta do futuro. Profetas. Quantos hoje teríamos ao menos uma parcela dessa visão e coragem? Para chamar de “elefante branco” sim, aliás, muitos.

*JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS é arquiteto e urbanista, é professor universitário. Email: [email protected]

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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NEIDE MARIA 29/12/2014

Infelizmente esse articulista vive dentro de um ovo e não é capaz de enxergar nada além disso. Mesmo com a já definida demolição do viaduto da SEFAZ, continua a elogiar as obras da copa, e que se não fosse a copa... Precisamos ver o que ficou de legado! Para mim nada, do sofrimento do povo, da falta de repasse para setores importantes aos municípios, além da enorme dívida para o povo de Mato Grosso pagar nos anos vindouros.

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Carlos Nunes 29/12/2014

Pois é, se não houvesse Copa do Mundo não aconteceria NADA, porque o pessoal é INCOMPETENTE MESMO; só precisou a FIFA, uma instituição privada capitalista, vir prá fazer um Acordo + uma Lei da Copa que só deu prá ela e para todos os patrocinadores Vantagens e Mais Vantagens; aí, sem meter a mão no próprio bolso para nada, fazer a turma montar todo o circo (As Arenas) com dinheiro público; e ainda sairam com um lucro superior a 4,5 BILHÕES DE REAIS, isentos da pagamento de impostos, segundo revelou o Marcelo Resende em seu programa. Ora, com toda a dinheirama que encheram os bolsos da FIFA; com toda a dinheirama que emprestaram do BNDES, da Caixa; com a dinheirama que desviaram do FETHAB para as obras da Copa - a grande maioria para Cuiabá e umas migalhas para Várzea Grande, os outros 139 municípios não viram a cor de nenhum dinheiro; com o corte de 50% do dinheiro da Saúde para os municípios para sobrar dinheiro para as obras da Copa...bem antes do início de tudo isso, um Doutor em Mobilidade Urbana disse que tinha para Cuiabá um plano de mobilidade de ALTA EFICIÊNCIA E BAIXO CUSTO, naturalmente como ele deve existir AQUI mesmo diversos Engenheiros, Arquitetos, Especialistas na área que pegariam toda essa dinheirama e fariam MUITO MAIS E MELHOR prá burro. Um Doutor da UFMT já disse que o "custo do VLT" superará os 3,5 BILHÕES DE REAIS, e que o cálculo de 1 BI E 400 MILHÕES iniciais é furado - também vão ter que abrir a cidade DE PONTA A PONTA; vão ter que construir mais de 40 ESTAÇÕES DO VLT, com infraestrutura, pois aonde passará o VLT, não passará mais ônibus...e tudo isso custa muito dinheiro. Pois é, em terra de cegos...pegar a dinheirama e fazer uma Porcaria, merece elogios; dizem que o pior cego é aquele que não quer ver. Comentário de um senhor bem humilde, quando contaram sobre o VLT: Não vai funcionar, é muito complicado! Também numa cidade aonde não conseguem manter em bom estado pontinhos de ônibus baratinhos, baratinhos. Manter 40 Estações do VLT deve ser fácil, fácil. Aí você entra no google, coloca VLT DE CAMPINAS, e aparece dizendo que...Campinas já teve o VLT por cinco anos e desistiu do negócio - se o negócio fosse tão bom, Campinas teria um montão de VLT's. Ou não? Lá levaram só 5 anos, para descobrir o tremendo abacaxi; aqui o senhor humilde, que tem só a sabedoria popular, já viu longe.

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2 comentários

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