No dia 26 de setembro deste ano, completei 12 anos de serviço público no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso/IFMT. Tenho o maior orgulho e o maior carinho por esta instituição que, por mais de um século, vêm cumprindo papel importante no nosso estado. É como musicou Lô Borges “Porque se chamavam homens, também se chamavam sonhos. E sonhos não envelhecem”. Assim é o IFMT: nasceu como Escola de Artífices, tornou-se Escola Técnica/ETF, depois foi Centro Federal de Educação Tecnológica/CEFET e por fim Instituto Federal, a partir de 2008/2009. Uma instituição jovem com herança centenária. Por isso não envelhece!
Os Institutos Federais/IFs nascem, fruto de uma política de governo que objetivava “um novo modelo em educação profissional e tecnológica”, fundamentado em concepções e diretrizes que reconheciam as contribuições históricas da educação profissional até ali, mas que se propunha avançar na “justiça social, a equidade, a competitividade econômica e a geração de novas tecnologias”. E mais, apontava que os IFs responderiam “de forma ágil e eficaz, às demandas crescentes por formação profissional, por difusão de conhecimentos científicos e tecnológicos e de suporte aos arranjos produtivos locais”.
E assim têm sido. Com o processo de expansão e interiorização, atualmente o IFMT conta com 19 campi/campi avançado, centros de referência e salas de aulas fora das sedes. Está sediado em importantes regiões estratégicas de Mato Grosso, com significativas penetrações e contribuições para as sociedades locais. Possui mais de 150 cursos técnicos; aproximadamente 60 cursos de graduação; dezenas de cursos de Formação Inicial e Continuada e várias pós-graduações lato sensu e alguns stricto sensu, próprio ou em parcerias com outras instituições.
Atua através do ensino, pesquisa e extensão, em áreas e eixos tecnológicos que suprem as necessidades dos setores produtivos e das pessoas que aqui vivem, como é o caso dos cursos voltados para as questões agro e ambientais; para as engenharias, para o desenvolvimento de sistemas e informática, para as ciências da natureza, para a gestão, entre tantos outros. Ou para as comunidades específicas como as quilombolas, indígenas e de fronteiras. Merece destaque a atuação da instituição na formação de professores e trabalhadores para a educação básica e a sua consolidação na oferta de Educação a Distância/EaD.
Aos poucos, esta instituição vai se construindo. E são as suas vicissitudes, que “também se chamava estrada, viagem de ventania”, que nos possibilitam dizer que o IFMT está em um franco processo de maturação. Faz parte desse processo de construção o instrumento democrático da participação e do voto, exercido pelo conjunto de servidores e estudantes que avaliam os programas implementados e os porvir. E esse é o momento que estamos vivenciando no IFMT.
É certo que ninguém chegou aqui sozinho. E ninguém seguirá sozinho. Nós vamos seguir juntos, pelo IFMT e pelo desenvolvimento de Mato Grosso. Ao participarmos de um processo amplo, com intenso debate de projetos que melhor representem a nossa instituição, é preciso reconhecer os erros, mas sobretudo os acertos realizados até agora pela comunidade interna e pelas gestões que se dedicaram para sermos reconhecidos como uma instituição com qualidade social.
Por fim, é preciso dizer que “em meio a tantos gases lacrimogênios, ficam calmos, calmos” aqueles e aquelas que compreendem o papel estratégico da instituição e lutam para preservá-la dos ataques oportunistas, das fake news e do rebaixamento da democracia.
E como os sonhos não envelhecem, “quero ver então a gente, gente” JuntoS pelo IFMT e pelo desenvolvimento de Mato Grosso.
(*) MARILANE COSTA é Professora do CREaD/IFMT.
Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br
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André 02/12/2020
Excelente artigo professora Lane.
1 comentários