Artigos Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011, 18:26 - A | A

Sexta-feira, 12 de Agosto de 2011, 18h:26 - A | A

Nós podemos. Se quisermos!

O que não podemos é ter medo de inovar, de buscar aquilo que de bom está sendo feito e mostrando resultados eficientes. Podemos mudar as estatísticas e vamos mudá-las se superarmos nossas dificuldades de acreditar no nosso próprio potencial .... ........

JOÃO CELESTINO

Divulgação

A segurança pública é um dos calcanhares de aquiles dos administradores públicos. Nestes últimos tempos a situação se tornou caótica. E a sociedade organizada, OAB/MT, por exemplo, surpreendentemente, parecendo não se dar conta do fato, se omite. Mas para não parecer que os cidadãos apenas criticam, entendemos necessário colaborar com idéias para a discussão da matéria.
Como por exemplo a idéia de que a busca de mecanismos e o auxílio da tecnologia de ponta que ajudem na contenção dos índices de violência que assola as grandes cidades deve ser um exercício diário do aparelho estatal de segurança pública. Aliado a isso, estão os investimentos em treinamento, armamento moderno e equipamentos que possam facilitar a tarefa das nossas polícias no que diz respeito à antecipação da maioria dos atos criminosos, principalmente assaltos, saidinhas de banco, seqüestros relâmpagos e roubos a residências. Isso se chama prevenção.

Mato Grosso se prepara para sediar parte do maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo de 2014 e com certeza, o setor de segurança será um dos que terá maior investimento por parte do Estado, afinal, além de ser uma das exigências do Caderno de Encargos da Fifa, é uma necessidade, dada à presença maciça de turistas estrangeiros que acompanham esse evento e acabam se tornando vítimas fáceis para roubos, assaltos, seqüestros relâmpagos e outros tipo de violência que já se tornaram rotina nos grandes centros.

O governo do Estado já anunciou que deverá dobrar dos atuais 7.090 homens da Polícia Militar, para 14 mil o efetivo até 2014, criando inclusive a Polícia Montada, que já está em fase de treinamento e ajudando o município a ter efetivamente a sua Guarda Municipal. O mesmo deve acontecer com a Polícia Civil, cujo trabalho de investigação é mais complexo e que precisa também ser motivado com novos investimentos na formação de bons investigadores e em equipamentos que facilitem o trabalho do policial, e por conseqüência, garantam a resposta mais imediata que a população cobra.

Para atingir esses objetivos com mais facilidade, o Estado deveria buscar exemplos que estão dando certo em outras regiões e adapta-los à nossa realidade, como por exemplo, em Belo Horizonte (MG), que implantou em 2005 o Igesp, programa de Integração e Gestão da Segurança Pública que, em seis meses, derrubou os índices de homicídio em 23% e os de crimes violentos em 18%.

Por sua vez, o Igesp é uma adaptação do programa novaiorquino Compstat, que vem norteando reformas da segurança mundo afora e baseia-se no registro eletrônico e análise de dados criminais e na troca semanal de idéias entre a cúpula da Polícia, investigadores e policiais. A grande diferença entre os programas é a sua amplitude. O sistema mineiro inclui duas polícias (Civil e Militar), o Ministério Público, o Judiciário, a Corregedoria, a Prefeitura, a academia e ONGs.

Assim como o Igesp, outros programas podem ser adaptados e aplicados na política de segurança pública de Mato Grosso e que a integração entre os segmentos e representantes de poderes seja ainda maior, podendo a Secretaria de Segurança Pública agregar também a participação da OAB e de alguns Clubes de Serviço que já se dispuseram a participar de conselhos dessa natureza.

O que não podemos ter é medo de inovar, de buscar aquilo que de bom está sendo feito e mostrando resultados eficientes. Podemos mudar as estatísticas e vamos mudá-las se superarmos nossas dificuldades de acreditar no nosso próprio potencial. É preciso ter uma política de segurança pública e não apenas ações sem rumos.

(*) JOÃO CELESTINO CORRÊA DA COSTA NETO é advogado, formado pela PUC/Rio. Mestre em Direito Processual Civil pela Universidade Gama Filho, Rio de Janeiro-RJ.

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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