|
![]() |
Esta operação que está no quinto capítulo já arrastou para a mesma vala tantas pessoas que é difícil imaginar quem irá ficar fora. Com o aparelhamento político do judiciário brasileiro já é evidente que a credibilidade de qualquer ação fica abalada quando analisamos os motivos dado pelas próprias autoridades judiciárias para justificar a inclusão deste ou daquele nome.
Se olharmos a velocidade dos acontecimentos veremos que aspectos criminais e ações políticas correm juntas em uma força exagerada. Tanto que entre a inclusão deste ou daquele nome há uma pressa das militâncias partidárias sem incluir movimentos políticos como forma retaliativa olhando pelo retrovisor da campanha passada e projetando a campanha vindoura de uma forma tão rápida quanto irresponsável, uma vez que tudo ainda esteja no campo das investigações. Em nome da democracia. Mas isso não é democracia; isso é guerra.
A pirotecnia das operações que envolvem as autoridades de Mato Grosso neste momento projeta o palanque das próximas campanhas eleitorais numa tentativa de colocar todos em pé de igualdade. Isso neutralizaria discurso e ações da própria eleição. Em um afogamento coletivo no mar de crime e poder, onde um segura o pé do outro puxando para a profundeza, levando os a morte da moral e da ética, estratégia de guerra muito comum no leste europeu, sobretudo da época da Guerra Fria. Isso não faria que um entrasse em campo sobrepondo o outro.
O estardalhaço que a busca e apreensão fez somado às prisões no mesmo dia, a transformação de delatores participes em heróis e os caminhos privilegiados das informações nos induzem as velhas teorias de conspiração tão comum ao poder maior do nosso país. Afinal nossa republica nasceu de uma conspiração e nossa recente democracia de acordos espúrios de silêncio e queima de arquivos para que vítimas e réus não possam emergir para esclarecer as verdades dos porões das articulações politicas.
Fica muito difícil confiar em alguém ou em alguma instituição, quando o modus operandi nos leva a dúvida. Vejamos os fatos: no mesmo dia e praticamente na mesma hora um é investigado por ter influência, outro por fazer empréstimo, outro por ter uma arma irregular e outro por estar em uma lista. E o vazamento de nomes em anotações de cadernos? Nomes sendo projetados na mídia como furo? Alguns veículos sendo mais céleres que outros? ONGs e grupos políticos se movimentando em tempo recorde? O que é isso? Investigação ou ação política? Fica a dúvida.
A história recente do Brasil mostra que delatores sempre foram instruídos a incluir nomes em investigação para atingirem objetivos bem maiores, principalmente políticos. Não que eu seja contra as investigações, muito ao contrário, tudo deve ser investigado, principalmente os homens públicos. O que me causa estranheza é a ausência de uma lógica operacional. É o interesse fugaz na inclusão de nomes tanto da política como do meio empresarial.
O que está evidente é que neste balaio de gato nem todos são gatos. O envolvimento político com as próximas eleições estão ditando o tom tresloucado de fazer política com o fígado e não com a razão. Perde a democracia, perde a sociedade e a credibilidade para com as pessoas e as instituições se dissolve cada dia mais.
Deixar todos iguais é atender a interesses escusos da falta de consciência política que assola a nação. É utilizar os aparelhos estatais como instrumento de manutenção de poder. Ao final tenho medo que nada seja verdadeiramente investigado, todos inocentados, e aí como ficavamos? No Brasil a democracia é cambaleante.
*JOÃO EDISOM DE SOUZA é analista político, professor universitário em Mato Grosso e colaborador de HiperNotícias.
Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.
Carlos Nunes 28/05/2014
Caso nós, Os Eleitores, ao examinarmos minuciosamente a lista dos candidatos, de presidente da república até deputado estadual, e não acreditarmos/confiarmos EM NINGUÉM, por todos parecerem ser farinha do mesmo saco...aí entra o ditado: Dos Males, o Menor. Aí é bom escolher Qual candidato tem chance de dar MENOS PREJUIZO para o Brasil, para Mato Grosso. Aí vamos ter é que VALORIZAR O VOTO ainda mais. Pois votar em branco ou anular o voto é...semelhante ao que faz a Avestruz, quando vê um problema, enterra a cabeça no chão. Alguém vai ser eleito, alguém vai mandar no país e no estado, alguém vai tomar conta do dinheiro público. Para aprimoramento do processo democrático, onde todo Poder EMANA do povo e EM SEU nome é exercido - novo presidente, novo governador, e renovação do Congresso Nacional e da Assembléia Legislativa. NÃO VENDA O VOTO JAMAIS - vender o voto é colocar maus políticos no poder, É SABOTAR O PROCESSO DEMOCRÁTICO.
1 comentários