Artigos Terça-feira, 03 de Maio de 2011, 13:18 - A | A

Terça-feira, 03 de Maio de 2011, 13h:18 - A | A

Aneurisma

É a dilatação anormal de uma veia ou artéria. Facilmente diagnosticável quando o brasileiro ou brasileirinho consegue chegar a um serviço de saúde com resolutividade. O problema é que esse capricho da natureza, na maioria das vezes, fica bem escondido

GABRIEL NOVIS NEVES

É a dilatação anormal de uma veia ou artéria. Facilmente diagnosticável quando o brasileiro ou brasileirinho consegue chegar a um serviço de saúde com resolutividade.

Uma boa anamenese e um simples exame de ultrassonografia, na maioria das vezes, confirma o diagnóstico clínico.

O seu tratamento é cirúrgico, o mais precoce possível, com excelentes resultados na maioria das vezes. Considero o aneurisma como mais um dos caprichos da natureza.

O problema é que esse capricho da natureza, na maioria das vezes, fica bem escondido, nas profundidades dos órgãos internos.

divulgação
Percorrendo as nossas estradas pavimentadas recentemente, detectei inúmeros aneurismas asfálticos.

Basta alguém sair da Chapada dos Guimarães com destino a Cuiabá pela rodovia, que logo fará o diagnóstico de um enorme aneurisma roto.

Inicia-se na entrada do balneário do Manso, local de descanso dos milionários e novos ricos, até a ex-Cidade Verde.

A sofrida estradinha de mão e contramão, que deixa a nossa cidade mais conhecida do mundo, pelas suas antigas belezas naturais, não possui acostamentos, servindo de via de transporte para os bitrens do nosso ouro ( soja), e, abruptamente, sofre uma enorme dilatação.

É o aneurisma estradeiro, nascido a menos de um ano, mas com problemas seriíssimos na sua formação, colocando em risco a vida de milhares de pessoas que por ali trafegam.

Buracos inúmeros em todo o seu trajeto. Asfalto virando geléia. Causam preocupação àqueles que vão ao balneário, ou à gostosa cidadezinha. Com exceção para aqueles se utilizam dos seus aviões e helicópteros.

Os médicos do asfalto, que são os engenheiros, devem imediatamente interditar a obra e partir para o urgente tratamento que salvará muitas vidas humanas.

Nova pavimentação, mas não utilizando o tradicional asfalto abafa-poeira.

O pior nessa verdade, mais parecida com a historinha que antigamente as mães contavam aos seus filhos para dormir, é que esse aneurisma rodoviário foi motivado pelas eleições passadas e várias vezes inaugurado, com placa e tudo.

Não sei se as obras já foram pagas, e a licitação é aquela tradicional, de cartas marcadas, para não descontentar a quem irá pagar e fiscalizar.

Depois que a Rede Globo denunciou a maracutaia, o governo do Estado alega que ainda não recebeu a obra!

A emenda ficou pior que o soneto. Como se inaugura um aneurisma (a obra) e libera o tráfego, se ela não foi recebida pelo órgão técnico competente?

Então ela não possui alvará ou autorização dos órgãos técnicos do governo para receber o tráfico intenso de gente além dos pesados caminhões de soja?

Estamos sendo governados pelo Baú da Felicidade: quem dá mais?...

(*) GABRIEL NOVIS NEVES é médicom professor universitário e colaborador de Hipernoticias. E-mail: borbon@terra.com.br

Os artigos assinados são de responsabilidade dos autores e não refletem necessariamente a opinião do site de notícias www.hnt.com.br

 

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