Hugo Dias/HiperNotícias |
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O surgimento do sistema político democrático, onde a população pode, “livremente”, escolher seus governantes é uma invenção bem mais recente e, às vezes, acaba sendo substituído por outras formas de relações políticas de cunho autoritário, como nas ditaduras civis, militares ou eclesiásticas, e também onde o poder acaba sendo considerado uma propriedade de um grupo familiar, partido político, alianças ou blocos de poder.
Em nosso país, é comum nossas autoridades estufarem o peito para dizerem aos quatro cantos do planeta que somos uma das maiores democracias do mundo, que estamos vivendo em um regime e estado democrático de direito e outras balelas mais.
Pouca gente questiona, por exemplo, a obrigatoriedade do voto, ou seja, na maioria ou na quase totalidade dos países que se julgam democráticos e pluripartidários, o voto é facultativo ou livre. De forma semelhante nesses países os partidos políticos são organizados ou surgem fruto de uma definição doutrinária ou ideológica e os partidos guardam coerência entre as alianças nacionais, regionais e locais e possuem uma representatividade de fato, não meros organismos cartoriais. Nesses países não existe justiça eleitoral e a escolha de candidatos é feita por um Sistema de eleição direta, aberta onde participam milhões de filiados, jamais por quatro ou cinco caciques em gabinetes fechados ou nas caladas da noite.
Para diversos analistas internacionais além de ser um balaio de gatos, o nosso Sistema político e partidário é confuso em termos de alinhamento e, pior ainda, os partidos mais se parecem com organizações que possuem seus donos, os quais podem barganhar, comprar, vender e trocar apoio, geralmente com vistas a divisão do poder, onde cargos e outros favores são as moedas de troca.
Outra característica e desvirtuamento de nosso Sistema político e partidário é a falta de fidelidade partidária, os integrantes, inclusive eleitos, de um determinado partido quando percebem que estão perdendo seus espaços, sem nenhum pejo trocam de partido como a maioria da população troca de camisa.
No estado de MT, da mesma forma que em todos os demais estados, por exemplo, já tivemos e ainda temos grandes empresários que migraram do antigo PFL, partido conservador, considerado em termos ideológicos de direita, cujo sucedâneo é o DEM, para o PPS, que nada mais é do que o antigo PCB, chamado de partidão, cujo substrato ideológico é o comunismo, antítese do capitalismo. Ou outros empresários industriais ou de outros setores econômicos que pertencem ao PSB – Partido Socialista Brasileiro.
Uma das maiores incoerências no atual momento político brasileiro é a chamada base de apoio aos governos do PT – Lula e Dilma, onde partidos conservadores e de direita estão aliados com trabalhistas, socialistas, comunistas, trotskistas, maoístas, anarquistas. O que conta não é a coerência política ou ideológica mas sim o que cada partido irá receber do Governo: cargos, verbas e outros esquemas para permanecerem `a sombra do poder. O mensalão surgiu exatamente neste submundo político.
Tudo isso é feito não como uma demonstração democrática, mas como uma forma de mandonismo, onde os caciques ou donos dos partidos tanto a nível federal quanto estadual ou municipal decidem quem pode ou não pode se candidato e quem deverá apoiar quem. Nessas negociações, que acabam mais se parecendo negociatas, tudo vale, desde os minutos de TV e radio, aos palanques, onde os candidatos podem desfilar e desfiarem suas lorotas e demagogias.
Ao povo, inclusive aos “filiados” que são os eternos escudeiros, cabe apenas sufragar nomes que as cúpulas partidárias definem como candidatos, pouco importa se os mesmos têm ficha limpa ou suja, mas se tiverem votos, ai podem ser candidatos.
Alguns dessas figuras importantes na vida dos partidos, por ação transitada em julgado no STF e o envolvimento com o MENSALÃO, deixaram seus altos postos partidários e na hierarquia política e estão hoje como internos em algumas penitenciárias. Mas isto é apenas uma exceção, tendo em vista que ainda existem muitos figurões da vida política que ainda não prestaram contas a justiça, restando ao povo uma certa esperança de que muitos outros também poderão sair dos palanques e gabinetes para as celas da papuda ou de outras unidades prisionais.
Um dia, quem sabe, a democracia verdadeira poderá ser o modelo político de fato existente em nosso país, porque este modelo que aí esta é uma mera caricatura desfigurada de democracia, que é cultuada com certo ufanismo alienador! Neste contexto pouca coisa muda com as eleições! O Povo não pode ser manipulado e nem enganado!
*JUACY DA SILVA é professor universitário, titular e aposentado UFMT, mestre em sociologia, Email [email protected] Blog www.professorjuacy.blogspot.com Twitter@profjuacy
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Carlos Nunes 10/01/2014
Outro cargo muito importante para o Estado, para os municípios é o de Deputado Estadual - acho que esse nos afeta mais diretamente. Tem que haver uma RENOVAÇÃO na Assembléia Legislativa em pelo menos 70%; só 30%, os melhores devem permanecer. Eu até citaria mais ou menos quem poderia permanecer; começando com uma Deputada que fez um relatório em anexo, ao MT Saúde, apontando os responsáveis e pedindo punição, mas nem a conheço pessoalmente. Louvo bastante a sua atitude, pois tem que ser pessoas que tenham essas atitudes, e não fiquem puxando saco do executivo, em troca de cargos políticos, emendas parlamentares, e outras coisitas mais. Esses não fazem nada pelo povo: deixaram o governo desviar a verba do FETHAB, que ia para todos os municípios, para ir para a Copa; ou reduziram a verba da Saúde, também para os municípios, em 50%; e assim vai. Temos que colocar na Assembléia uma nova safra de políticos, que representem harmonicamente todas as regiões do Estado. Chega dos "mesmos"; estes tem que dar a vaga para os novos. Enfim a RENOVAÇÃO é a esperança do aperfeiçoamento da Democracia. Aí, em 2018, Renovação Novamente - é assim que se aperfeiçoa o processo democrático. Continuar com "os mesmos' é ficar num círculo vicioso do nada vezes nada. Os políticos não são o dono do poder - todo poder EMANA do povo e EM SEU NOME é exercido. NÃO VENDA O VOTO JAMAIS. Quem vende o voto, dá carta branca ao mau político esculhambar a nossa Saúde, a nossa Educação, a nossa Segurança, etc.
Carlos Nunes 09/01/2014
Além de Senador, outro cargo muito importante é o de Deputado Federal, e considerando que cerca de 52% dos eleitores de MT são mulheres, acho que elas merecem ocupar metade das vagas. Vai ser bom os partidos lançarem mais candidatas ao cargo, e o próprio eleitorado feminino carregar no voto. Elas merecem! Um nome está despontando que nem sei se será candidata: é da Dra. Betsey Miranda, que passou mais de 10 anos tratando dos direitos humanos. Serão figuras como ela (provavelmente nem será candidata) que poderão enobrecer o nosso Congresso Nacional, que precisa ser renovado em pelo menos 70%; só devem ficar 30%, os melhores. Se não tirar "os mesmos", uma nova safra de políticos não pode ocupar o espaço. E tudo continua como dantes, na Saúde, na Educação, na Segurança - onde em cada cidade, em cada bairro, tem várias bocas de fumo.
Carlos Nunes 08/01/2014
Nós, os eleitores, temos que ter uma única mentalidade política: Eleição é igual Departamento de Pessoal, podemos contratar ou demitir pessoas para nos representar, essas pesssoas que escolhermos são nossos funcionários. Nas próximas eleições resta-nos saber: Quem Contratar e Quem Demitir? Prá começar, por exemplo, o maior cargo é de Senador, porque tem 8 anos de mandato; então temos que peneirar a lista de todos os candidatos a esse cargo, e quem sabe a gente acha uma pepita de ouro da ética, da honestidade, da competência, independente de partido político, ou seja, pode estar em qualquer partido. Por isso é importante que votemos "em pessoas" e não em partidos, e a qualidadem melhor dessas pessoas pode mudar os partidos "por dentro'.
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