Hugo Dias/HiperNotícias |
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Como o Governo Dilma é a continuidade dos oito anos de Lula, esses dois grandes escândalos surgiram durante o governo de seu antecessor e as investigações têm perpassado esses últimos quatro anos. Refiro-me ao MENSALÃO e às suspeitas de gestão temerária, contratos obscuros, denúncias de propinas, prejuízos bilionários e perda do patrimônio, mensurado pelo valor de mercado, por parte da Petrobrás.
No caso da Estatal a estória está muito confusa e o governo Dilma, com o apoio de Lula e de seus fieis escudeiros que ainda estão aboletados no PT e no aparelho do Estado, tentam impedir que a oposição e o Congresso Nacional exerçam seu dever constitucional que é fiscalizar os demais poderes. Afinal a administração pública e as Estatais não são propriedade de qualquer governo, são instituições nacionais mantidas pelo dinheiro do contribuinte e não podem ser usadas e abusadas pelos partidos e grupos de interesse que estejam no poder!
Um Congresso e um país que não tenham uma oposição de verdade, acabam sendo transformados em massa de manobra para os donos do poder. Quando era oposição, o PT tudo fazia para infernizar a vida dos governantes de então, chegando até mesmo a se recusar a assinar a Constituição aprovada pela Assembleia Nacional Constituinte. Esta mesma constituição que hoje o PT, seus aliados e os Governos Dilma e Lula usam para “defender” os direitos humanos e da cidadania, não contou com a aprovação e assinaturas dos petistas no Congresso Nacional.
Ao chegar ao poder, em Brasília, rapidamente o PT se desfigurou, aliando-se a todas as forças conservadoras, grandes grupos econômicos e políticos considerados ou acusados de corruptos pelo próprio PT quando estava na oposição.
Esta manobra, longe de buscar a governabilidade como proclamam os governistas de plantão, serviu, na verdade, para o aparelhamento do Estado e, a partir disto, usar as estruturas do poder para corromper e serem corrompidos. Além dos casos do MENSALÃO e da PETROBRÁS, ainda restam sem investigações mais profundas diversas denúncias em inúmeros ministérios e estatais, que acabaram exigindo que tanto Lula quanto Dilma demitissem vários ministros, dirigentes de Estatais e do segundo escalão da administração federal.
Todavia, apesar de sempre falar que vai fazer uma faxina, “doa a quem doer”, que a presidente não compactua com malfeitos, com corrupção e outras bandalheiras que ocorrem em seu governo, existe uma enorme distância entre tais discursos e a prática política emanada do Planalto.
Se realmente existisse vontade política para dar duro contra a corrupção, de colocar os corruptos na cadeia, como aconteceu com parte da turma do MENSALÃO, o Palácio do Planalto não deveria pressionar tanto os deputados e senadores do PT e demais partidos da base aliada, tentando desesperadamente impedir a instalação de uma CPI ou CPMI exclusiva para abrir a CAIXA PRETA DA PETROBRÁS.
Somente uma CPI/CPMI pode quebrar sigilos bancários, fiscal, telefônico, de comunicação e ampliar as investigações, rastrear milhões e bilhões de reais que sumiram dos cofres públicos, incluindo as interligações entre a negociata que acarretou prejuízos de mais de R$ 530 milhões só da operação desastrada de compra da refinaria de PASADENA, no EUA. Além disso, é fundamental investigar mais a fundo as ligações da operação lava-jato, com o ex-diretor da Petrobrás, preso por lavagem de dinheiro e denunciado pela Justiça Federal, bem como as ligações do doleiro com o deputado André Vargas, do PT do Paraná, que renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara Federal e que deverá ser cassado em breve, para vergonha do PT.
Em boa hora, a ministra Rosa Weber aceitou e deferiu o mandato de segurança impetrado pelos partidos que integram a oposição no Congresso, determinando que seja instalada uma CPI exclusiva. Embaralhar as cartas, tentar manobrar para impedir esta CPI/CPMI por parte do Governo Dilma/Lula e seus fiéis escudeiros no Congresso, é um atentado à democracia.
Tais ações demonstram que o Governo teme a verdade. Teme que o povo saiba o tamanho do ralo por onde os recursos públicos são surrupiados. Enfim, é um atentado contra o país. Por muito menos do que isto, Getúlio Vargas suicidou-se.
Estas manobras podem custar caro para o Governo, incluindo investigações mais profundas de muitos outros casos de corrupção que a opinião pública só consegue saber pelos meios de comunicação, cujo papel tem sido determinante para desmontar verdadeiras quadrilhas que se instalaram na administração pública do país.
*JUACY DA SILVA é professor universitário, aposentado UFMT, mestre em sociologia. Email: [email protected] Blog: www.professorjuacy.blogspot.com Twitter: @profjuacy
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RICARDO P. JUNIOR 24/04/2014
EXCEPCIONAL O ARTIGO DO PROFESSOR, MUITO BEM FUNDAMENTADO. UMA COMPILAÇÃO RIGOROSA DOS FATOS, AO TEMPO CERTO DE CADA UM, COMO À CONSTRUÇÃO DE UM ROTEIRO DE FILME. PARABÉNS JUACY!!!!
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