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Especial Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014, 18:20 - A | A

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Sexta-feira, 24 de Janeiro de 2014, 18h:20 - A | A

CARTAS MARCADAS

Servidores da Sefaz querem anular acordo que deu início a fraude em cartas de crédito

Pelo menos, R$ 400 milhões foram fraudados na expedição de certidões de créditos a agentes da administração fazendária; advogados são denunciados na OAB

NAYARA ARAÚJO

Corrigido às 9h do dia 25




Um grupo de agentes fazendários da Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) quer anular o acordo celebrado entre o Estado e os dois advogados que representavam a categoria em 2008. O acordo culminou na fraude milionária conhecida como 'Cartas Marcadas'.

Conforme o servidor da Sefaz, Teodorico Campos de Almeida, os advogados Ocimar Carneiro de Campos e Rogério Silveira, contratados em 2008 para realizar a formatação do acordo com Estado referente ao pagamento de certidões de crédito, atuaram de forma antiética na condução do processo.

Isto porque o acordo com a categoria dos Agentes da Administração Fazendária (AAF) previa a emissão de duas certidões de créditos aos servidores para pagamento de direitos trabalhistas.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Presidente do sindicato de servidores da Sefaz, Teodorico Campos de Almeida


Mas após terem em mãos a procuração de plenos poderes sob a causa, segundo a categoria denuncia, os advogados não procuraram mais os servidores. “A partir do momento que eles tiveram a procuração, não tivemos mais acesso aos termos do acordo, queremos anulá-lo, pois os dois advogados atuaram de forma anti-profissional, ferindo todos os princípios da moralidade, inclusive o próprio código de ética da OAB”, argumentou.

Das sete certidões emitidas, apenas três eram de conhecimento dos AAF, pois as quatro restantes acabaram sendo retiradas junto à Secretaria de Estado da Administração (SAD) por representantes legais constituídos pela categoria, sem que houvesse conhecimento dos verdadeiros titulares.

Além disso, a categoria garante que Ocimar Carneiro de Campos e Rogério Silveira não entregaram sequer as certidões que atingem a cifra de R$ 1 milhão ao grupo de agentes fazendários. “O acordo era para os advogados ficarem com 20%, mas eles acabaram levando 70% do valor com eles. Existe um grupo que contratou outro representante e estão com todas as certidões em mãos”, disse uma servidora.

Marcos Lopes/HiperNotícias

Servidores querem anular acordo que originou fraude milionária conhecida nacionalmente como Cartas de Crédito


De acordo com as investigações, de posse das cartas de crédito uma série de atos foi desencadeada pelo grupo criminoso para obtenção do desfalque milionário estimado em R$ 400 milhões.

Diante do cenário, a categoria quer ainda a cassação da carteira profissional dos dois advogados. Para isso, estiveram às 15h desta sexta-feira (24) na sede da Ordem de Advogados do Brasil (OAB), seccional Mato Grosso solicitando providências.

A OAB, por sua vez, deverá se pronunciar nas próximas semanas sobre o andamento das solicitações.

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ZEMANE 24/01/2014

GOVERNADOR E ASSEMBLEIA QUE BOTEM A BARBA DE MOLHO!!!!É SÓ O INQUERITO SE TORNAR PUBLICO...É DE ARREPIAR...ISSO PORQUE NÃO SE FOI A FUNDO....ATÉ O SENADO FEDERAL!!! RSRSRSR

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Teodorico ampos 24/01/2014

Algumas correções: 1) Eu não sou presidente do Sindicato.2) A denúncia na OAB visa, acima de tudo, resguardar a sociedade de maus profissionais e as ações de prestação de contas que serão ajuizadas objetiva o ressarcimento do dinheiro apropriado indevidamente pelos advogados. Ações de anulação do acordo que tramitam na justiça nada tem a ver com a presente denúncia.

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Fiscal 24/01/2014

MAS independente da possibilidade do Estado pagar mais (tomar prejuízo) com a anulação do acordo, realmente, os advogados contratados na época devem responder por seus atos. A OAB precisa fiscalizar isso.

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Fiscal 24/01/2014

Quanta santidade! Poderiam dizer que querem anular o acordo para receber o valor original da dívida (muito maior que esse emitido em cartas). E outra... Fraude de R$ 400 milhões? Parabéns para quem acredita nessa história. Se no fim, o Estado tiver que pagar a diferença para chegar ao bilhão de reais que eles pedem... O delegado vai tirar do bolso? Esses servidores já pediram isso e foi duas vezes rejeitado em decisões judiciais (de 2013!!!!). Chega de acreditar nessa fraude da carochinha.

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4 comentários

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