Os cuiabanos e várzea-grandensses "comemoram" no dia do azar (sexta-feira 13) a não inauguração do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT). A principal obra da Copa do Mundo anunciada pelo o ex-governador Silval Barbosa (PMDB) não foi entregue, e no momento ainda é discutido pelo atual governo do Estado se as intervenções vão ou não continuar. O novo modal de transporte coletivo deveria ter sido entregue no primeiro prazo de conclusão, 13 de março de 2014, ou seja, três meses antes do Mundial de futebol.
Em 2012, durante o anúncio do lançamento do VLT, o ex-governador afirmou que o novo modal de transportes iria proporcionar melhoria na qualidade de vida da população, mediante a disponibilização de serviço de transporte público regular, confiável e seguro. Porém o que se vê hoje, na Capital e em Várzea Grande é uma obra inacabada, que já teve um custo maior que R$ 1 bilhão. O governo já repassou R$ 1.066.131.266,35 ao Consórcio VLT. A obra foi contratada pelo Regime Diferenciado de Contratação (RDC) por R$ 1.477.617.277,15.
Na última semana o governador Pedro Taques (PDT) afirmou que vai encaminhar aos órgãos de controle um ofício para providências contra Silval Barbosa. Além disso, o pedetista abriu processos administrativos contra o ex-secretário extraordinário da Copa do Mundo (Secopa), Maurício Guimarães a respeito das irregularidades nas obras do VLT, apontadas em relatório da Controladoria Geral do Estado (CGE).
O relatório produzido pela CGE aponta que existem fortes indícios de que, embora tivessem ciência das irregularidades na execução do contrato de implantação do VLT, Silval, Maurício e o ex-secretário adjunto de Infraestrutura e Desapropriações da Secopa, Alysson Sander de Souza, foram omissos ao não adotarem medidas efetivas que lhes competiam para penalizar o consórcio logo nos primeiros sinais de inexecuções, em 2013.
Durante visita á Assembleia Legislativa, no dia 4, Silval disse que o conjunto das obras da Copa foi a ação de governo que mais recebeu fiscalização e passou pelo crivo de inúmeras organizações de controle, como Tribunal de Contas do Estado (TCE) e da União (TCU), Advocacia Geral do Estado (AGE) e da União (AGU), Ministério Público do Estado (MPE) e Federal (MPF), além de entidades como Crea, OAB. O peemedebista reiterou que todas as recomendações e orientações repassadas pelas instituições fiscalizadoras sempre foram acatadas e seguidas à risca pela equipe de governo.
Clique aqui e faça parte no nosso grupo para receber as últimas do HiperNoticias.
Clique aqui e faça parte do nosso grupo no Telegram.
Siga-nos no TWITTER ; INSTAGRAM e FACEBOOK e acompanhe as notícias em primeira mão.








