Política Domingo, 21 de Agosto de 2011, 15:20 - A | A

Domingo, 21 de Agosto de 2011, 15h:20 - A | A

MISTÉRIO

Quinze dias depois Polícia Civil não tem nomes de autores da execução de prefeito de Nova Canaã

Em menos de um mês, dois prefeitos foram executados; em um deles, dois homens foram presois acusados de matarem Valdemir Antônio da Silva

HÉRICA TEIXEIRA
herica@hipernoticias.com.br

 

Secom/MT

Luizão (direita) morreu quando saia de um evento no Clube do Laço, em Nova Canaã do Norte

 

Quinze dias depois do assassinato do prefeito Antônio Luiz César de Castro, o Luizão (PMDB), de Nova Canaã do Norte (700 km de Cuiabá), a Polícia Civil ainda não chegou aos suspeitos e nem aos mandantes do crime. As investigações seguem em sigilo.

Luizão foi morto no dia 5 de agosto. O prefeito foi assassinado com cinco tiros de revólver por um homem desconhecido, durante evento no Clube do Laço da cidade. Luizão tinha 44 anos, e não teve chance de defesa.

Por meio de assessoria, os delegados que cuidam do caso afirmaram que as investigações estão avançadas, mas que o sigilo é mantido para não atrapalhar o prosseguimento das buscas.

Uma das linhas de investigações da morte de Luizão é que execução pode ter sido a mando de um dos assaltantes do Banco Central (BC), em Fortaleza, ocorrido em agosto de 2005, quando foram roubados R$ 164,7 milhões.

A suspeita surgiu depois que o delegado de Nova Canaã, Rogério Malacarne, descobriu um registro de ocorrência feito pelo prefeito há cerca de um ano. No boletim de ocorrência (BO) consta que Antônio Luiz teria recebido ameaça de morte do suposto irmão de um dos assaltantes do BC. Mas as informações não avançaram e não foi descartada a execução por motivação política.

Luizão foi o segundo prefeito executado em menos de um mês. No dia 23 de julho, o prefeito de Novo Santo Antônio (1.063 km de Cuiabá), Valdemir Antônio da Silva, o “Quatro Olhos” (PMDB), foi executado com dois tiros.

No dia 10 de agosto a Polícia Militar apontou um dos suspeitos de ter mandado matar o prefeito, trata-se do ex-procurador do Município, Acácio Alves de Souza, 34 anos. As investigações apontam para crime político, mas ainda não foram concluídas.

AMEAÇADO

O prefeito Wanderley Perin (PR), de Alto Boa Vista (1.100 km de Cuiabá, no Nordeste do Estado), vem sendo ameaçado e por isso precisa estar acompanhado por dois policiais, cedidos pelo Estado, para fazer a sua segurança.

Perin atribui as ameaças ao grupo político do prefeito afastado, Alcides Milhomem (DEM), que é acusado pelo Ministério Público Eleitoral de cometer abuso de poder econômico durante eleições em 2008.

Por telefone, o prefeito que disse que “situação está se normalizando”, no entanto, é preciso sempre estar acompanhado pelos seguranças. Wanderley disse que após encontro com os prefeitos no dia 9 de agosto, em Cuiabá, e com as notícias vinculadas pela imprensa, não recebeu mais ameaças.

“Estou podendo trabalhar mais tranquilo. Com a divulgação do caso na imprensa fizeram eles (autor das ameaças) recuarem. Foi boa a pressão”, disse Perin

OUTRA DENÚNCIA

Vanderley Perin fez outra denúncia contra o seu antecessor, Alcides Milhomem. Segundo Perin, o ex-prefeito “pegou” a caminhonete SW4 Toyota e até hoje não devolveu. “Estou sem carro, o carro está com o ex-prefeito. Há 70 dias que ele pegou o carro e não devolveu”, acrescentou.

OUTROS PREFEITOS

Além de Wanderley Perin, outro chefe do Executivo tem auxílio de segurança. A prefeita de Lambari D’Oeste (distante a 300 km a Oeste de Cuiabá), Maria Manea da Cruz (PP), também tem escolta disponibilizada pelo Estado por 24 horas.

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Marcos Silveira 22/08/2011

Enquanto isso, aqui em Cuiabá, o CHICO GALINDO, deita e rola, e, não aocntece nada...

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