O senador e pré-candidato ao governo de Mato Grosso, Jayme Campos (UB), afirmou que não vai paralisar as obras do Parque Novo Mato Grosso, mas fez duras críticas ao montante investido no local e aos moldes da administração.
Em entrevista nesta quinta-feira (15), o senador fez comentários sobre os repasses de importantes equipamentos públicos à iniciativa privada e citou o Parque Novo Mato Grosso dentre eles. Segundo Jayme, o modelo de concessão feito às pressas é uma "máquina de caçar níqueis" que favorece apenas alguns.
"O estado está gastando quase 3 bilhões de reais, ou mais do que isso, comprando roda-gigante de R$ 70 milhões, e o parque nem foi concluído, mas já repassaram a uma empresa que foi constituída há 25 dias e no 26º dia ganhou a concessão. Essa concessão, feita com dinheiro público, tem que ser melhor explicada", disparou Jayme.
Na sequência, o senador foi na contramão de seu colega de parlamento e também pré-candidato ao governo, Wellington Fagundes (PL), que além de tecer duras críticas ao parque, revelou que pretende paralisá-lo em prol de investimentos mais estratégicos como Saúde e Educação. Jayme, por sua vez, defende que a obra deve ser concluída.
"Obra cara não é barata, tem que concluir o parque, claro, é natural. Agora, evidente, dentro do que é racional. Sobretudo, esse parque tem que ser para a população, para o povo de Mato Grosso", defendeu Campos.
Por fim, o senador se referiu ao Novo MT como uma "máquina de encher o bolso de muitas pessoas" e cobrou uma atuação mais contundente dos órgãos de fiscalização no Estado.
"Pelo que me falaram, para você fazer um evento lá, mesmo sendo um evento sem fins lucrativos, você tem que pagar e não é barato não. Me disseram que é uma indústria de encher o bolso de muitas pessoas aqui. Temos que rever tudo isso aí. Acho que o que está acontecendo aqui em Mato Grosso é quase surreal. Lamentavelmente, os órgãos de fiscalização estão pouco fiscalizando", finalizou.
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