O candidato ao Senado e ex-governador, Mauro Mendes (União Brasil), admitiu que recebeu uma ligação do senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha à presidência do senador Flávio Bolsonaro (RJ-PL), para percorrer Mato Grosso pela chapa da direita no segundo turno. No entanto, o governador apontou que o convite não foi formalizado por Marinho em decorrência da divisão dos bolsonaristas entre as candidaturas do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), que pleiteia a reeleição, e do senador Wellington Fagundes (PL) que busca o primeiro mandato à frente do Paiaguás.
Mauro trabalha para reeleger Otaviano. Wellington, candidato do partido de Flávio, não representa a escolha geral dos bolsonaristas. Parte da ala conservadora caminha com o candidato do Republicanos. O adversário de Mauro na disputa ao Senado, o deputado federal José Medeiros (PL), por exemplo, afiançou apoio a Pivetta. Enquanto a deputada estadual Janaina Riva (MDB), com quem Medeiros, por força de coligação, faz uma 'dobradinha' ao Senado, tem pedido voto a Wellington.
Para Mauro, que ficou ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nas campanhas em que foi eleito e tentava a reeleição, seria um movimento natural acenar apoio a Flávio. Mas o cenário o fez ponderar na ligação com Marinho sobre ingressar na campanha de Flávio.
"Não disse nem sim, nem não. Mas é algo que vamos esperar terminar o primeiro turno, para que, se um convite for feito para ajudar, muito provavelmente, eu vá ajudar", falou o ex-governador à imprensa, nesta terça-feira (29), na sabatina da Aprosoja-MT com candidatos ao Senado.
Mauro e a família Bolsonaro têm uma longa história de parcerias. O ex-governador foi classificado por Jair como um dos "soldados" que a direita no Senado no último ato que o ex-presidente promoveu no Rio de Janeiro, em março de 2025.
À época, Mendes ainda não havia formalizado a candidatura ao Senado, mas já era ventilada uma 'dobradinha' nas eleições 2026 com o ex-governador. Mas a composição acabou não vingando e o PL oficializou Janaina para o segundo voto da chapa após coligar com o MDB.
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