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Polícia Quinta-feira, 31 de Outubro de 2024, 11:08 - A | A

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Quinta-feira, 31 de Outubro de 2024, 11h:08 - A | A

OPERAÇÃO CLEÓPATRA

Empresária é acusada de ser líder de esquema de pirâmide e é presa pela Polícia Civil

Além da empresária, apontada como líder do esquema criminoso, um médico e um ex-policial federal, que é ex-marido da investigada, também são alvos da operação

DA REDAÇÃO

Reprodução

operacao cleopatra

Uma empresária, proprietária empresa DT Investimentos, foi presa pela Polícia Civil, no âmbito da Operação Cleópatra, deflagrada nesta quinta-feira (31) com objetivo de desarticular um esquema de pirâmide financeira que causou prejuízo a dezenas de vítimas em Cuiabpá. Ao todo, são cumpridos, seis mandados de busca e apreensão, um de prisão preventiva (da empresária) e bloqueios de bens e valores e suspensão de atividades econômicas de empresas, são cumpridas nas cidades de Cuiabá, Jaciara, Rondonópolis, Sinop.

Além da empresária, apontada como líder do esquema criminoso, um médico e um ex-policial federal, que é ex-marido da investigada, também são alvos da operação. Os investigados respondem por crime contra a economia popular, crime contra as relações de consumo, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Segundo a Polícia Civil, a chefe do esquema usava as redes sociais para atrair as vítimas, se mostrando uma pessoa jovem, bonita, bem-sucedida, articulada e especialista em investimentos financeiros.

Com argumentos envolventes e com promessas de lucros de 2% a 6% por dia, dependendo do valor investido, a empresária convencia as vítimas a fazerem investimentos de altos valores, superiores a R$ 100 mil iniciais, em ações, entrando em um verdadeiro esquema de pirâmide financeira.

As vítimas recebiam o retorno financeiro nos primeiros meses, sendo incentivados a fazer novos investimentos, porém, após algum tempo, a empresa deixou de pagar os lucros para as vítimas. Ao solicitarem a devolução dos valores investidos, a empresária inventou desculpas até deixar de responder completamente às vítimas. 

O ex-policial federal era o gestor de negócios da empresa e o médico atuava como diretor administrativo da empresa, formando um grupo criminoso, que destruiu o planejamento familiar de dezenas de vítimas, inclusive de amigos e familiares dos investigados.

Com base nos elementos apurados nas investigações do inquérito policial instaurado na Delegacia do Consumidor, o delegado Rogério Ferreira representou pelas ordens judiciais contra os investigados, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas na manhã desta quinta-feira.

A empresária teve o mandado de prisão cumprido no aeroporto de Sinop, quando desembarcava de uma viagem que fazia para o nordeste do país.

As buscas resultaram na apreensão de uma caminhonete Ford Ranger e de diversos documentos que serão analisados na continuidade das investigações.

Segundo o delegado da Decon, Rogério Ferreira, até o momento os prejuízos às vítimas chegam a casa dos R$ 2,5 milhões, porém pode ser muito superior a esse valor, uma vez que certamente há outras vítimas que não registraram a ocorrência.

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Critico 31/10/2024

PRA QUE PRENDER? NA AUDIÊNCIA DE CUSTODIA OU ANTES A JUSTIÇA JA SOLTA?

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