Mundo Sexta-feira, 01 de Abril de 2011, 11:56 - A | A

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Tragédia

Japão estuda jogar nitrogênio nos reatores para conter explosões

Segundo o primeiro-ministro, país está preparado para qualquer situação possível em Fukushima

DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

Reuters
Vista aérea da usina nuclear de Fukushima; governo estuda jogar nitrogênio nos reatores

O governo japonês e a Tokyo Electric Power Co. estão estudando injetar nitrogênio nas câmaras de contenção danificadas para evitar novas explosões de hidrogênio, informou nesta sexta-feira a agência de notícias Kyodo.

O nitrogênio serviria para esfriar as câmaras de contenção danificadas por explosões anteriores nos reatores da usina nuclear de Fukushima Daiichi, danificada pelo tremor e tsunami do último dia 11.

A agência não deu mais detalhes sobre os planos.

Mais cedo, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, disse que é difícil determinar quando a crise nuclear terminará. "A estabilidade não foi alcançada, mas estamos preparados para qualquer situação possível e concebível em Fukushima", disse Kan em entrevista coletiva.

O primeiro-ministro se mostrou convencido de que "se conseguirá estabilizar" a usina de Fukushima Daiichi através da refrigeração de seus reatores e indicou que se está trabalhando com especialistas e engenheiros da Tokyo Electric Power Co, operadora da central. Ele não citou o plano de lançar nitrogênio.

Kan assinalou que a prioridade é a "saúde e segurança das pessoas" e lamentou a situação dos moradores que viviam perto da unidade e se viram prejudicados em seu modo de vida por causa da crise criada.

EXPOSIÇÃO

Kan afirmou ainda que os japoneses não correm nenhum perigo de exposição a taxas perigosas de radioatividade caso sigam os conselhos das autoridades.

Dois dias depois de uma recomendação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) para que o Japão amplie a zona de segurança de 20 km ao redor da central nuclear acidentada, Kan insistiu que o país decide "a área de segurança em função dos conselhos e propostas dos especialistas".

"No Japão, nós pedimos às pessoas que sigam as regras porque, se assim fizerem, não haverá consequências para sua saúde", explicou Kan.

O porta-voz do gabinete japonês, Yukio Edano, alertou por sua vez que não há planos para a suspensão da zona de retirada em um raio de 20 km da usina nuclear.

"Infelizmente, isto deve demorar", disse. "Eu acho que nós estamos em uma situação na qual não é hora de liberar a volta dos moradores por alguns dias ou algumas semanas".

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