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Guerra na Ucrânia: Rússia dispara mísseis contra Kiev

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Ao menos cinco explosões foram ouvidas em Kiev, capital da Ucrânia, nas primeiras horas da madrugada deste sábado, 11 (horário local), enquanto as autoridades ucranianas alertavam para um ataque russo com mísseis. Ao menos seis pessoas ficaram feridas em decorrência dos bombardeios, informou a capital.

As sirenes de alerta aéreo começaram a soar minutos após a primeira explosão, segundo informações da agência de notícias AFP. Tymur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev, confirmou no Telegram que a Rússia estava "atacando a capital com mísseis".

O ataque ocorre um dia após drones ucranianos atingirem infraestruturas petrolíferas na Rússia, além do porto de Taganrog, no sul do país.

A capital ucraniana tem sido, desde o início de junho, alvo de ataques em larga escala, realizados com um número crescente de mísseis, especialmente balísticos, que são mais rápidos e mais difíceis de interceptar. Na noite entre 1º e 2 de julho, trinta pessoas morreram na cidade durante um bombardeio de intensidade sem precedentes.

Um estudo publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) no início do mês aponta que mais de dois milhões de soldados russos e ucranianos foram mortos ou ficaram feridos nos quatro anos de conflito, iniciado em 2022.

A Rússia sofreu as perdas mais pesadas, com 1,4 milhão de soldados mortos ou feridos desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia.

Desse total, 450 mil morreram, número quatro vezes maior do que o total de mortes de militares americanos em todas as guerras desde a Segunda Guerra Mundial. Já as forças ucranianas sofreram entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo entre 125 mil e 150 mil mortos, segundo o estudo.

Autoridades alertaram que os números de baixas têm sido difíceis de estimar ao longo da guerra porque acredita-se que Moscou subestime rotineiramente o número de mortos e feridos, enquanto a Ucrânia não divulga seus dados oficiais. O estudo se baseou, entre outras fontes, em estimativas dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido.

(Com Agência Estado)

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