As sirenes de alerta aéreo começaram a soar minutos após a primeira explosão, segundo informações da agência de notícias AFP. Tymur Tkachenko, chefe da administração militar de Kiev, confirmou no Telegram que a Rússia estava "atacando a capital com mísseis".
O ataque ocorre um dia após drones ucranianos atingirem infraestruturas petrolíferas na Rússia, além do porto de Taganrog, no sul do país.
A capital ucraniana tem sido, desde o início de junho, alvo de ataques em larga escala, realizados com um número crescente de mísseis, especialmente balísticos, que são mais rápidos e mais difíceis de interceptar. Na noite entre 1º e 2 de julho, trinta pessoas morreram na cidade durante um bombardeio de intensidade sem precedentes.
Um estudo publicado pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês) no início do mês aponta que mais de dois milhões de soldados russos e ucranianos foram mortos ou ficaram feridos nos quatro anos de conflito, iniciado em 2022.
A Rússia sofreu as perdas mais pesadas, com 1,4 milhão de soldados mortos ou feridos desde fevereiro de 2022, quando invadiu a Ucrânia.
Desse total, 450 mil morreram, número quatro vezes maior do que o total de mortes de militares americanos em todas as guerras desde a Segunda Guerra Mundial. Já as forças ucranianas sofreram entre 525 mil e 625 mil baixas, incluindo entre 125 mil e 150 mil mortos, segundo o estudo.
Autoridades alertaram que os números de baixas têm sido difíceis de estimar ao longo da guerra porque acredita-se que Moscou subestime rotineiramente o número de mortos e feridos, enquanto a Ucrânia não divulga seus dados oficiais. O estudo se baseou, entre outras fontes, em estimativas dos governos dos Estados Unidos e do Reino Unido.
(Com Agência Estado)
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