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Colômbia começa apuração dos votos da eleição presidencial

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

As seções eleitorais para a eleição presidencial da Colômbia, que escolherá o sucessor de Gustavo Petro, fecharam neste domingo, 31. A apuração dos votos foi iniciada.

As eleições foram realizadas em meio à preocupação dos colombianos com a violência perpetrada por grupos armados.

Os três principais candidatos são o progressista Iván Cepeda, aliado de Petro - que não pode se reeleger - e os candidatos da oposição conservadora, Abelardo de la Espriella e Paloma Valencia, que prometem uma postura linha-dura contra grupos armados e narcotraficantes.

"Hoje, a liberdade, a democracia e o futuro da Colômbia estão sendo decididos", disse De la Espriella, apoiador do presidente dos EUA, Donald Trump, e do presidente salvadorenho, Nayib Bukele, após votar na cidade caribenha de Barranquilla. "Vamos derrotar a tirania no primeiro turno."

Caso nenhum candidato obtenha a maioria dos votos, os dois candidatos mais votados se enfrentarão em um segundo turno em junho.

Após votar no sul de Bogotá, Cepeda declarou à imprensa que espera a vitória e que sua campanha possui um "mecanismo rápido" para a contagem dos votos, a fim de garantir que coincidam com os do Registro Nacional.

O próximo ocupante do palácio presidencial terá que governar um país com aproximadamente 27 mil insurgentes armados, segundo estimativas da Fundação Ideias para a Paz, um centro de pesquisa focado no conflito interno. Uma década após a assinatura do acordo de paz com as extintas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), o país ainda enfrenta grupos dissidentes dessa organização guerrilheira e de outros grupos armados, como o cartel Clã do Golfo e o Exército de Libertação Nacional (ELN), alimentados pelo narcotráfico e pela mineração ilegal.

Entre os principais candidatos, Cepeda, senador e candidato do Pacto Histórico, partido governista, é o único que dará continuidade à política de "paz total" com a qual Petro iniciou diálogos paralelos com grupos armados ilegais, que ele ainda não desarmou.

Valencia, do Centro Democrático, e De la Espriella, do movimento independente Defensores da Pátria, concentraram suas propostas no "enfrentamento da crise de segurança" por meio do combate a crimes como o tráfico de drogas, a extorsão e o sequestro, a fim de "recuperar" o controle territorial do Estado em áreas onde atuam grupos armados ilegais.

As forças de segurança reforçaram sua presença nas ruas com mais de 246 mil agentes uniformizados no dia da eleição, em meio a um alerta de potencial violência em centenas de municípios. Cerca de 1,5 mil observadores de organizações e missões internacionais, incluindo o Centro Carter e a União Europeia, monitorarão a transparência do processo eleitoral. Fonte: Associated Press

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

(Com Agência Estado)

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