Justiça Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 16:25 - A | A

Segunda-feira, 11 de Abril de 2011, 16h:25 - A | A

A PEDIDO

Procurador Mario Avelar muda para atuar em Goiás

Enigmático, Avelar diz que precisava mudar de Estado

MT Aqui
Mário Lucio Avelar atuou em casos de repercussão nacional, como prisão de Jader Barbalho

O procurador da República Mário Lúcio Avelar já está atuando há duas semanas em Goiás. Ele pediu transferência para o Estado vizinho em solicitação autorizada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Em entrevista exclusiva por telefone ao Hipernotícias, Avelar justificou sua decisão em uma frase enigmática: “Chega uma hora em que a gente tem necessidade de mudar de ar (de local)”.

 

Mais relaxado e em tom de brincadeira, Avelar informou que, por enquanto, não há nenhuma novidade na Procuradoria da República em Goiás.

Mário Lúcio Avelar chegou em Mato Grosso em fevereiro de 2004. Antes, atuou na Procuradoria do Tocantins. Lá, ele ganhou fama por ter descoberto, junto com o então procurador mato-grossense Pedro Taques, hoje senador, o desfalque milionário contra a Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam).

O mentor da fraude, que hoje passa dos R$ 300 milhões, foi o paraense Jader Barbalho. Em fevereiro de 2002, depois de renunciar ao cargo de Senador da República pelo Pará, Jader foi preso e algemado pela Polícia Federal. Oito anos depois, o político paraense voltou ao mais alto parlamento brasileiro.

Em Mato Grosso, Avelar ganhou mais fama ao desmontar a maior rede de crimes ambientais. A operação Curupira, da Polícia Federal, prendeu 86 pessoas, entre madeireiros e servidores públicos. Foram feitas cerca de 180 denúncias. Ainda na questão ambiental, foi de Avelar que partiu o pedido de prisões 64 pessoas, entre elas a esposa do atual presidente da Assembleia Legislativa, José Riva, solta pouco tempo depois.

Nas eleições do ano passado, Avelar foi alvo de criticas por parte de políticos-candidatos. Um deles, o presidente da Assembleia Legislativa, José Riva (PP), o acusou de judicializar as eleições em Mato Grosso.

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