Justiça Quarta-feira, 06 de Abril de 2011, 10:24 - A | A

Quarta-feira, 06 de Abril de 2011, 10h:24 - A | A

MATO GROSSO

Polícia Federal prende PMs envolvidos em roubos a bancos e cargas

Militares e uma família de Várzea Grande são acusados de formação de quadrilha

A Polícia Federal prendeu na manhã deste quarta (6) 14 pessoas envolvidas com roubos a bancos, caixas eletrônicos, caminhões e cargas, dentre outros ilícitos. O objetivo da quadrilha era arrecadar fundos para o tráfico de drogas. Policiais militares e uma família de Várzea Grande estão envolvidos nos crimes.

Na operação denominada "Balista" a Polícia Federal coletou provas, que fundamentaram representação policial, tendo sido expedidos pelo juízo da 2ª Vara Criminal de Várzea Grande, 15 mandados de prisão preventiva, 4 de condução coercitiva e 18 de busca e apreensão, para cumprimento nos municípios de Cuiabá, Várzea Grande, Porto Espiridião, Tangará da Serra e Tatuí/SP. Além disso, outros sete investigados que já se encontravam presos deverão ser ouvidos pelos delegados federais.

A ficha criminal da família é grande, alguns já possuíam antecedentes criminais e agora irão responder por formação de quadrilha, roubo qualificado, furto qualificado, receptação, porte e  fornecimento ilegal de arma de fogo, tráfico e associação para o tráfico de drogas, dentre outros crimes.

A Polícia Federal estava investigando a organização criminosa desde Outubro de 2010. Em Dezembro daquele ano, quatro investigados foram presos em flagrante por porte ilegal de arma, antes que cometessem ação criminosa.

Ao todo foram catálogados 14 crimes praticados pela quadrilha. Entre as ações realizadas pelos miliantes, muitos deles na cidade de Várzea Grande, foi confirmado furto na clínica odontológica Denteclin, no qual os bandidos contaram com a participação da ex-funcionária do estabelecimento, responsável por fornecer informações privilegiadas aos criminosos que executaram a ação. Assalto a posto de gasolina em Várzea Grande, no qual o vigilante do local foi ameaçado com uso de arma de fogo.

A quadrilha também se especializou em roubo à caixas eletrônicos. Geralmente praticavam o delito quando, no local, se encontravam apenas os vigias; utilizam maçaricos e subtraíam todo o conteúdo dos terminais de auto-atendimento. Além disso, a família atuava na receptação de medicamentos roubados ocorridos em vários Estados e que depois seriam distribuídos no interior de Mato Grosso.

Nos últimos meses, a quadrilha estava atuando em apreensões de caminhão roubado na rodovia dos imigrantes.

Outros sete investigados, que já se encontravam presos, deverão ser ouvidos pelos Delegados Federais.

Policiais envolvidos

A Polícia Federal informou que dois policiais militares também integram a “família do mal”. A atuação dos PMs consistia na segurança do grupo durante as ações criminosas e no repasse de informações privilegiadas acerca do policiamento ostensivo nas cidades  de Cuiabá e Várzea Grande, enquanto ocorriam os roubos.

Na prisão dos policiais militares, a Polícia Federal contou com o  apoio da Corregedoria da Polícia Militar. As provas obtidas durante a investigação deverão ser compartilhadas entre as instituições. Todo material apreendido durante a operação será analisado e anexado ao inquérito policial, o qual deverá ser concluído no prazo de cinco a dez dias.

A ação,  batizada como “Operação Balista”, faz referência a arma de guerra do período medieval que atirava dardos para diversas direções contra os inimigos, que atuavam em váiras frentes criminosas na prática de ilícitos contra a sociedade.

 

 

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