Justiça Terça-feira, 18 de Outubro de 2011, 08:51 - A | A

Terça-feira, 18 de Outubro de 2011, 08h:51 - A | A

CHACINA EM MATUPÁ

Mais dois são condenados por mortes em Matupá

No julgamento que começou na segunda-feira (17) e terminou só na madrugada de quarta-feira (18), dois dos cinco réus foram condenados

DA REDAÇÃO

TJ/MT

Dois réus dos cinco julgados foram condenados, o julgamento durou 17 horas e só terminou na madrugada desta terça-feira (18)

O terceiro julgamento da chacina em Matupá terminou só na madrugada de terça-feira (18), por volta da 1h15, e dois dos cinco réus foram condenados em julgamento que durou 17 horas. O presidente do Conselho de Sentença, juiz Tiago Souza Nogueira de Abreu, leu o veredicto dos réus, sendo Luiz Alberto Donin considerado culpado e condenado a cinco anos e quatro meses de reclusão, em regime inicial semi-aberto, e Mario Nicolau Schorr, também considerado culpado, condenado a quatro anos e oito meses de reclusão, em regime semi-aberto.

Os outros três réus, Elo Eidt, Faustino da Silva Rossi e Elywd Pereira da Silva, foram considerados inocentes pelo júri popular, por falta de provas contra eles.

Os cinco réus foram acusados de participar da ação que terminou com a morte de Ivacir Garcia dos Santos, 31, Arci Garcia dos Santos, 28, e Osvaldo José Bachinan, 32. O chacina em Matupá aconteceu no dia 23 de novembro de 1990.

No início da tarde de segunda-feira (17), o promotor de justiça Danilo Pretti Vieira, leu uma carta da mulher Osvaldo José Bachinan. Cabeleireira, ela mora em Cascavel (Paraná) e teve três filhos com Osvaldo. Pediu que fosse feita justiça. O promotor disse que os filhos não queriam que ela viesse a Mato Grosso com medo de que ela não voltasse mais, porque Matupá é a cidade da chacina, insinuando que a comunidade é formada por pessoas perigosas. O promotor disse que ela não conseguiu colocar os filhos na universidade porque é uma viúva que teve que criar três filhos sozinha.

Conforme o promotor, os réus mancharam o nome da cidade, que hoje é conhecida apenas pela chacina, e pediu a condenação deles. Disse que os jurados seriam os responsáveis por ‘limpar’ o nome de Matupá ao condenar os réus. Afirmou também que a vez dos policiais militares que atuaram no caso vai chegar, pois hoje os militares de Matupá carregam o fardo dos maus profissionais do passado.

No julgamento desta semana, a promotora de justiça Daniele Crema da Rocha pediu a absolvição de Elo Eidt, Faustino da Silva Rossi e Elywd Pereira da Silva por falta de provas suficientes nos autos, mas pleiteou a condenação de Luiz Alberto Donin e de Mario Nicolau Schorr.

Até agora 13 acusados foram julgados. Na primeira sessão de julgamento, realizada no dia 4 de outubro, após 19 horas, os jurados absolveram os réus Santo Caioni e Alcindo Mayer, que se declararam inocentes. Apenas o acusado Valdemir Pereira Bueno, que admitiu ter jogado combustível nos assaltantes, foi condenado a oito anos de reclusão em regime inicialmente fechado.

Na segunda sessão, ocorrida dia 10 de outubro, após dez horas de julgamento, os réus Donizete Bento dos Santos, Gerson Luiz Turcatto, Paulo Cezar Turcatto, Mauro Pereira Bueno e Airton José de Andrade foram absolvidos.

No dia 24 serão julgados Antonio Pereira Sobrinho, Roberto Konrath, Enio Carlos Lacerda e José Antônio Correia. O processo do réu Arlindo Capitani foi desmembrado sob alegação de que ele não foi intimado para o júri popular, previsto para 4 de outubro. Ainda não há previsão para o julgamento dele. (Com Assessoria)

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