Quinta-Feira, 23 de Janeiro de 2020, 15h:16

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Conselheiro diz que MP perde tempo em investigação de diárias internacionais

Por: KHAYO RIBEIRO

O conselheiro afastado do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE), Antônio Joaquim, disse que o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) “perde tempo” ao investigar diárias internacionais em excesso que teriam sido utilizadas pelo membro afastado da Corte de Contas.

Alan Cosme/HiperNoticias

antonio joaquim

 Conselheiro afastado Antônio Joaquim Neto

Conforme noticiado pelo HNT/HiperNotícias, Joaquim Neto é investigado por ter utilizado diárias na cidade espanhola de Granada para participação em um evento de juristas. A denúncia tem como base o fato de que o evento duraria apenas três, porém, o conselheiro afastado usou de recursos públicos durante mais de dez dias.

Por meio de nota, Joaquim Neto disse que o órgão se ocupa da investigação de um caso que poderia ter sido esclarecido, até mesmo, por mensagens de aplicativo.

“Confessa o quanto o deprime ver a perda de tempo de uma instituição pública na apuração de caso tão pueril (que poderia ser explicado até por uma mensagem de Whatsapp); de um caso em que um magistrado já notificou o recuo da denúncia etc”, narra trecho da nota.

Joaquim Neto acrescenta que só não se pronunciou antes sobre o caso pois a primeira ação a respeito do suposto uso indevido de recurso público, apresentada pelo médico Alonso Alves Pereira, foi arquivada pelo denunciante.

Por fim, Joaquim Neto diz também que a nova denúncia foi feita próximo ao julgamento que deve decidir sobre o afastamento do conselheiro, que, desde 2017, distanciado da Corte de Contas devido ao fato de ter sido citado na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa como membro de um esquema de corrupção.

“Também expressa a sua revolta com esse fato, pois convive, ao longo de 28 meses, com a consciência de sua inocência ante a violência de seu afastamento decorrente de uma afirmação em delação não sustentada com provas; do prejuízo sofrido para sua imagem e atuação como julgador de contas públicas; do prejuízo familiar etc e vê com tristeza o esforço demandado por alguns para dificultar o retorno, sempre com o surgimento de fatos depreciativos às vésperas de julgamento pelo STF e, depois, pelo STJ”, finaliza o conselheiro.

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