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Esportes Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026, 23:00 - A | A

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Quarta-feira, 04 de Fevereiro de 2026, 23h:00 - A | A

Vojvoda ameniza vaias, pede Vila com mais 'fogo' e promete reação do Santos: 'Vamos recuperar'

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Cada dia mais ameaçado, Juan Pablo Vojvoda pediu uma trégua da torcida do Santos por uma reabilitação de imediato após sete jogos consecutivos sem vitórias. Após o 1 a 1 com o São Paulo na Vila Belmiro, os protestos que começaram ao longo da semana aumentaram o tom. O treinador disse "entender" as cobranças, mas quer o estádio com "mais fogo" e "apoio" por uma volta por cima.

"O resultado vem com trabalho e realização, credibilidade. Isso é a minha maneira de ver, tem de ser assim", explicou o treinador. "Compreendo a paixão, os protestos, e quero a Vila com mais fogo, entende? Vamos recuperar e chamar novamente o torcedor para sentir o apoio em campo."

Depois de buscar a virada diante do Novorizontino, na estreia do Paulistão, por 2 a 1, o Santos entrou em crise e está lutando contra o rebaixamento no Estadual e somente com um ponto em duas jornadas no Brasileirão. São derrotas para Palmeiras, Chapecoense e São Paulo, além de empates diante de Guarani, Corinthians, Red Bull Bragantino e agora com o São Paulo.

Com somente cinco pontos no Paulistão, o Santos visitará o Noroeste domingo, em Bauru, sob obrigação de vitória para amenizar a bronca da torcida e ganhar um respiro contra a queda restando somente duas rodadas. O time faz o último jogo na Vila Belmiro com o Velo Clube.

Na visão de Vojvoda, mantido no cargo apesar de muitos pedidos de demissão, o elenco precisa ser blindado para ter paz e resgatar o caminho dos triunfos, a começar já no fim de semana.

"Eu, como treinador, sinto a necessidade de unir o clube, os jogadores e todos que trabalham no dia a dia. O clube tem de estar unido", disse Vojvoda. "Eu digo, de verdade, que caminho no CT e as coisas estão melhorando pouco a pouco. E por isso, disse a todos que precisamos disso. Sabemos do ruído de fora, do protesto, mas se trazermos para dentro, não sei se ajuda", frisou.

"Falei com os jogadores, com o presidente, com Alexandre (Barros, diretor de Futebol), para fazerem uma autocrítica. O que estamos fazendo? Esse ano, nos últimos?", questionou, mostrando que não é apenas seu trabalho que não vem dando certo no Santos.

Sobre o clássico, o comandante viu um duelo equilibrado e com resultado justo. "Foi um jogo brigado, disputado, de Série A. O São Paulo já conhecíamos de dois, três dias que nos enfrentamos, e foi uma partida equilibrada, onde os dados estatísticos foram igualados em posse, tivemos mais finalizações, conseguimos abrir o placar, mas há algo para melhorar", reconheceu. "Eles fizeram mudanças, entraram Lucas e o Luciano, ficaram com dois jogadores fortes no jogo aéreo, eu estava pensando em mudança defensiva, mas foram 15 minutos aquém na Vila e recebemos o empate."

(Com Agência Estado)

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