Vontade, persistência e muita animação. A chegada de oito treinadores americanos motivou ainda mais a equipe do Cuiabá Arsenal que se prepara para entrar em campo nos dias 7 e 8 de julho pelo Campeonato Brasileiro de Futebol Americano. O grupo chegou cedo a campo com o único objetivo de aproveitar ao máximo todas as informações e dicas trazidas pelos técnicos. Além do Arsenal, as equipes mato-grossenses do Sinop Coyotes, Tangará Taurus, Rondonopolis Hawks, e Cuiabá Angels, e um grupo do Jacarés do Pantanal de Campo Grande também estão participando dos treinos.
Essa é a primeira vez na história do Cuiabá Arsenal, que o time tem a oportunidade de receber e treinar com um técnico para cada uma das posições em campo. O grupo de americanos faz parte da South America Mission (organização missionária) que veio ao Brasil visitar o projeto de evangelização localizado em Chapada dos Guimarães. Os treinadores permanecem na capital até quarta-feira (27/06).
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O linebacker, Tanner Ripley, que já foi treinador em projetos de missão nos Estados Unidos, Austrália e Turquia, disse estar extasiado com a experiência no Brasil. “Está só começando, mas já me sinto abençoado por esta oportunidade”. Ele conta que os atletas estão treinando firme e dando o melhor que podem o que o deixa impressionado. “Esse não é um jogo que se aprende de um dia para o outro. Eu cresci jogando, eles começaram há pouco tempo, mas estão assimilando muito bem”.
De acordo com o tight-end (TE) e fullback (FB), Rick Haluszka, ensinar um pouco mais do futebol americano só faz ele amar ainda mais o esporte. “Eu vejo essa paixão que esses jogadores têm e a dedicação deles e me sinto muito feliz em ajudar”. Para ele, essa motivação do brasileiro faz muita diferença em campo, o que falta nesse momento é apenas repetição e treino, o que uma questão de tempo.
O linebacker do Sinop Coyotes, Felipe Scheeren, agradeceu a oportunidade e disse ter como meta aprender o máximo possível para dividir com a equipe. O time também disputa o Campeonato Brasileiro e é o segundo adversário do Arsenal em 8 de julho no Dutrinha. “Os treinadores estão focando muito em detalhes simples, mas que fazem total diferença no jogo, tenho certeza que essas informações vão contribuir bastante para o nosso crescimento como jogadores. Agora é só treinar e treinar até que tudo vire automático”.
A wide receiver do Cuiabá Angels, Bianca Bueno, treinou de igual para igual com os demais jogadores. Para ela, essa é uma oportunidade única, já que o time feminino tem dificuldade em conseguir técnicos e depende muito dos treinadores do Arsenal para corrigir jogadas e melhorar o desempenho. “Estou muito concentrada para não perder nenhuma informação importante, esse conhecimento vai adiantar e muito nosso trabalho na equipe”.
O capitão do Cuiabá Arsenal, Igor Mota, que também atua como técnico na equipe, está buscando aprender não apenas detalhes de jogo, como também a postura, disciplina e a liderança no modo americano de ensinar FA. Para ele, entender a forma como o esporte é passado nos Estados Unidos e como os treinadores lidam com as diversas situações, é muito importante para os novos treinadores brasileiros. “Poderemos pegar o que há de melhor nisso e aprimorar a realidade brasileira, criando um jeito próprio de ensinar o FA”.
O jogador observa que os treinadores são jovens e empolgados e tem muita vontade em ajudar, do outro lado encontraram atletas muito receptivos e dispostos a aprender. “Essa empolgação na fase em que estamos, será muito importante e vem complementar um trabalho que já estava sendo feito. Acredito que não apenas o Arsenal ganhará com isso, mas o esporte como um todo”.
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