O Iraque, em especial, guarda outra expectativa. O país foi o mais bem colocado das Eliminatórias Asiáticas sem se classificar. O Irã, contudo, em meio a conflitos no Oriente Médio, corre o risco de ficar fora do Mundial, que tem os Estados Unidos como uma das sedes.
A Fifa não tem definição sobre um substituto em caso de exclusão da seleção iraniana. A vaga "pertence" à entidade, que pode escolher a seu critério. Uma possibilidade é justamente o Iraque.
Caso os iraquianos conquistem a vaga na repescagem, os próximos nas Eliminatórias Asiáticas seriam os Emirados Árabes Unidos, uma das seleções com mais brasileiros naturalizados no mundo.
Entretanto, como a "dona da vaga" é a Fifa, não é preciso seguir o desempenho das Eliminatórias. Até mesmo a Itália, em caso de novo fracasso, poderia ser "convocada", por ter a melhor posição no ranking, entrando como "seleção de pote 2", igual ao Irã.
O minitorneio de repescagem também testa o México, que enfrentou uma onda de violência ligada ao narcotráfico. A Fifa garante que não haverá problemas tanto para a definição dos classificados quanto para a Copa do Mundo.
As seis seleções postulantes ao Mundial foram divididas em dois grupos. Em um deles, a Bolívia busca voltar à Copa depois de 32 anos. O primeiro desafio é o Suriname, que perdeu a vaga direta para o Panamá, por três pontos. A equipe tenta a primeira classificação.
O vencedor enfrenta o Iraque, cuja última participação em Copas foi em 1986. Apesar da "folga", os iraquianos enfrentaram problemas para reunirem-se. Foram 25 horas de viagem, sendo 16 de avião, por causa dos conflitos no Oriente Médio. Quem ganhar a "final" entra no Grupo I, de França, Senegal e Noruega.
O outro grupo reúne, no primeiro duelo, Nova Caledônia e Jamaica. Quem avançar pega a República Democrática do Congo. O "campeão" entra no Grupo K, de Portugal, Uzbequistão e Colômbia.
O time da Oceania ocupa a 150ª posição no ranking da Fifa. É a pior entre as postulantes a uma vaga no Mundial. O técnico francês Johann Sidanner admite: "Inevitavelmente, seremos os azarões".
A Jamaica tenta voltar a uma Copa do Mundo pela primeira vez desde 1998, quando chegou ao Mundial com o brasileiro René Simões. A força do time está nos atletas que jogam na Premier League, da Inglaterra.
A República Democrática do Congo também tem como trunfo atletas de ligas europeias. A última Copa do Mundo dos congoleses foi em 1974, na Alemanha, quando o país ainda se chamava Zaire.
(Com Agência Estado)
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