Picchetti destacou que o Produto Interno Bruto (PIB) ficou perto de zero ao longo da segunda metade do ano passado e que a desaceleração da atividade ficou muito mais evidente nos chamados setores cíclicos da economia.
Em relação ao PIB deste ano, Picchetti salientou que a expectativa é que haja alguma reaceleração no nível da atividade no primeiro trimestre. Parte dessa alta, porém, explicou o diretor, está relacionada ao método utilizado para dessazonalização dos números.
"Independente do que você lê em termos do padrão de ajuste sazonal, você tem uma aceleração do PIB no primeiro trimestre. Essa aceleração é compatível com uma trajetória de crescimento para o ano, que mostra outra desaceleração, agora, em relação ao resultado fechado de 2025", salientou Picchetti.
O diretor reforçou, ainda, que há grande incerteza em torno das projeções para o desempenho do PIB. "E, quando você aumenta a incerteza em relação a várias coisas importantes, como o cenário atual, você aumenta esse intervalo de confiança nas projeções", frisou Picchetti.
Ancoragem das expectativas de inflação
Paulo Picchetti reforçou também que o BC segue preocupado com a desancoragem das expectativas de inflação, ainda que a própria autoridade monetária não tenha feito revisões importantes em suas projeções de inflação para o longo prazo.
"As expectativas de prazo mais longo, elas não sofreram revisões significativas do passado recente, porém, isso é objeto constante de comunicação do comitê. Ainda nos preocupa a inflação desancorada para os horizontes mais longos em relação à meta", disse ele.
Nesse sentido, o diretor do BC também reforçou a preocupação com a resiliência da inflação de serviços, "em um nível bem superior à meta", dado o cenário de mercado de trabalho apertado.
(Com Agência Estado)
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