A declaração foi realizada durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM) do 1º trimestre de 2026.
Ele ponderou que a percepção dos bancos centrais é de que, em uma situação de choque de oferta, a tendência é ter mais inflação e menos crescimento. Ele voltou a enfatizar que ainda é preciso entender como serão os desdobramentos da crise atual, principalmente considerando que o Brasil ainda está com uma taxa de juros bastante restritiva.
Maior questão sobre o Oriente Médio
O presidente do Banco Central afirmou que a maior questão do conflito no Oriente Médio é o tempo para entendê-lo. "É tempo para entender e, obviamente, esse tempo é diferente para cada um dos agentes", disse.
Galípolo observou que diversos governos ao redor do mundo tiveram uma reação rápida ao choque de petróleo para conter seus impactos sobre os preços, alguns por meio de redução de impostos e outros com o uso de reservas emergenciais, por exemplo.
O banqueiro central também ponderou que avança a percepção de que o choque de oferta atual não afeta somente a questão logística, relacionada ao fechamento do estreito de Ormuz, mas também a capacidade produtiva, que pode ser destruída e demora um tempo maior para ser recuperada. Uma outra dimensão de impacto, mencionou, é que os efeitos não devem ficar restritos à questão do petróleo, mas afetar também outros produtos e mercados.
Galípolo também destacou que o mundo passa pelo quarto choque de oferta grande em 10 anos. Com isso, disse, ficaram mais claros os riscos de efeitos de segunda ordem, que podem ser mais duradouros.
O diretor detalhou que os choques anteriores ao atual foram os relacionados à covid-19, invasão da Ucrânia e guerra tarifária.
(Com Agência Estado)
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