Carlos Roberto de Oliveira, conhecido ainda na adolescência como Calu, deixou uma marca indelével. No campo frutífero do futebol brasileiro que se acostumou a formar goleadores safra após safra, Dinamite foi expoente.
Dos mais de 700 gols, não faltou repertório. Marcou com o pé direito e também o esquerdo. De cabeça, também foram aos montes. A frieza nas cobranças de pênaltis e a precisão nas faltas também se fizeram presentes.
Foram incríveis 1.110 jogos vestindo a faixa transversal com a cruz de malta em vermelho bordada no peito, sendo superado apenas por Rogério Ceni, no São Paulo, e Pelé, no Santos.
Os feitos de Dinamite também vão além dos números frios. Enquanto o rival Flamengo dotava de um time estelar liderado por Zico e vivia grande fase, o Vasco bateu de frente em muitos momentos mesmo com uma equipe considerada tecnicamente inferior, mas liderada pelo seu maior ídolo.
Pelo clube, ele conquistou o Campeonato Brasileiro de 1974 (onde foi o artilheiro da competição, com 16 gols), e os Estaduais de 1977, 1982, 1987, 1988 e 1992, além de taças e torneios no Brasil e exterior.
Dentre os vários jogos em que se destacou, um deles está marcado na memória da torcida. Após uma passagem discreta pelo Barcelona, o atacante se preparava para voltar ao futebol brasileiro em 1980. O então presidente do Flamengo, Márcio Braga, negociou com o jogador e estava confiante no acerto. O Vasco atravessou as conversas, superou a concorrência do rival e assinou contrato com o centroavante.
Na sua volta ao Vasco, esteve em campo no duelo com o Náutico, no Recife, mas foi no retorno ao Rio de Janeiro que teve uma das atuações mais memoráveis de sua carreira. Ele marcou os cinco gols da vitória sobre o Corinthians por 5 a 2 em um Maracanã lotado em jogo válido pelo Campeonato Brasileiro de 1980.
Pela seleção brasileira, precisou disputar espaço com outros grandes artilheiros de sua geração. Ele marcou 25 gols e foi artilheiro no vice-campeonato do Brasil na Copa América de 1983. Ele também disputou as Copas do Mundo de 1978 e 1982.
Roberto ganhou apelido Dinamite logo no início de sua carreira, em um jogo entre Vasco e Internacional, no Maracanã, em 1971. O Jornal dos Sports destacou o chute forte do jovem e o chamou de "Garoto Dinamite" no seu primeiro gol com a camisa do time.
Em abril de 2022, Roberto Dinamite ganhou uma estátua dentro do gramado de São Januário em celebração que contou com o amigo e maior ídolo do rival Flamengo, Zico. A emoção da festa emocionou o artilheiro.
Neste domingo, o prefeito do Rio, Eduardo Paes, confirmou que a Avenida General Américo de Moura, no trecho que passa em frente ao estádio de São Januário, passará a se chamar Roberto Dinamite.
(Com Agência Estado)
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