Desde o começo do ano que os dirigentes do Newcastle negociavam a sua venda para o Fundo de Investimento Público (PIF), da Arábia Saudita, por um negócio girando em torno de US$ 375 milhões (mais de R$ 2 bilhões) por 80% das ações. O fundo é supervisionado pelo príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman.
Depois de muitas tratativas, a venda não deu certo e o Newcastle informou, na última quarta-feira, que a Premier League "não havia agido apropriadamente" para reconhecer o negócio - no início da negociação, o governo inglês chegou a dizer que não iria interferir e o problema era da Premier League.
A entidade não gostou da acusação e a resposta veio em tom rígido contra os proprietários do Newcastle - há 13 anos sob o poder de Mike Ashley. "A Premier League ficou decepcionada e surpresa com as declarações do departamento de futebol do Newcastle United, dizendo que a Liga rejeitou sua nova aquisição. É incorreto".
A Premier League teria investigado o papel que o fundo saudita faria na gerencia do clube, suspeitando de uma operação desonesta e com violações aos direitos humanos. Apenas isso. O Newcastle, por sua vez, garantiu que o PIF não tem qualquer relação com o governo árabe. Daí teria surgido a desconfiança do clube sob uma possível rejeição da liga, rapidamente desmentida.
"A diretoria da Premier League deu, em várias ocasiões, sua opinião sobre quais entidades ela acreditava que teriam controle sobre o clube caso o consórcio confirmasse a aquisição", explicou, informando que usou suas bases jurídicas para avaliação e conselho sobre a negociação. "Eles, então, seriam sujeitos a uma avaliação de adequação pelo Conselho".
O parceiro seria avaliado por todos os membros do Conselho da Premier League e não por uma pessoa individualmente, algo informado desde junho. A negociação poderia seguir, desde que as informações exigidas fossem passadas.
Além dos 80% que seriam vendidos ao fundo saudita, os irmãos ingleses Reuben e economista Amanda Stevelei adquiriram 10% cada. Mas as tratativas parecem que não apenas acabaram, como não serão retomadas.
(Com Agência Estado)
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