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Esportes Quinta-feira, 19 de Março de 2026, 12:00 - A | A

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Corinthians: Stábile marca reunião para votar afastamento de conselheiro que acusou de ameaça

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O presidente do Corinthians, Osmar Stábile, convocou para a próxima segunda-feira, 23 de março, uma reunião extraordinária do Conselho Deliberativos para votar o afastamento de Romeu Tuma Jr. da presidência do órgão. Ele pede que o caso seja analisado de maneira urgente pelo plenário. A reunião será realizada no teatro da sede social do clube, no Parque São Jorge, com chamadas às 18h e 19h.

Segundo o edital de convocação, o pedido de afastamento é baseado em denúncias de "ameaças, assédio e atitudes que teriam interferido no andamento dos trabalhos da diretoria executiva". Em 9 de março, quando houve reunião do Conselho Deliberativo para discutir importantes alterações no estatuto do Corinthians, Stábile pediu a voz e, diante dos demais conselheiros e associados, acusou Romeu Tuma de interferência na gestão e de tê-lo ameaçado três dias antes. O Estadão entrou em contato com o Tuma, que ainda não se manifestou sobre a convocação.

"Na sexta-feira, enquanto eu jantava, ele (Tuma) disse assim: 'Ou você faz o que eu quero ou eu vou te f... '. Não posso administrar o Corinthians com pessoas me tratando dessa forma. Tenho testemunhas aqui sobre isso além de outras interferências. Trago aqui documentos sobre ele me pedindo atualizações sobre o que faço. Não posso aceitar mais isso", disse Stabile.

Romeu Tuma, por sua vez, afirma que nunca se dirigiu com palavrões a Osmar, mas que cobrou diretamente uma atitude de Stabile após descobrir que a gestão havia recontratado um antigo segurança, demitido anteriormente sob a acusação de ter colaborado com atos de vandalismo no clube.

Na ocasião, Romeu Tuma encerrou a reunião argumentando que os conselheiros, devido ao clima tenso, decidiram não votar a reforma do estatuto. O presidente do Conselho enviou a pauta à Assembleia Geral de sócios como uma "medida de urgência", citando até o risco de uma intervenção judicial pelo Ministério Público. No edital, Stábile classificou a justificativa como "inverídica" e rechaça a possibilidade de o MP interferir no clube.

O documento cita o registro de uma representação disciplinar protocolada na Comissão de Ética e Disciplina, peticionada em 11 de março, acompanhada de boletim de ocorrência e pedido de suspensão liminar de Romeu Tuma do cargo. Também é levantada a hipótese de infração a artigos do atual estatuto que tratam do funcionamento do Conselho Deliberativo e funcionamento do órgão, com a possibilidade de suspensão à perda do mandato.

O edital destaca que Romeu Tuma, na figura de investigado, não poderia conduzir o processo de votação. Assim, a reunião deve ser presidida pelo vice-presidente do Conselho Deliberativo, o ex-diretor jurídico Leonardo Pantaleão.

Ex-aliados, Stábile e Romeu Tuma já não falam a mesma língua há alguns meses e a relação entre os dois piorou em meio à discordâncias na gestão, debates sobre a reforma do estatuto do Corinthians e a aproximação do período eleitoral.

(Com Agência Estado)

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