Desde o início do Brasileirão, o atacante marcou seis gols e deu três assistências. Ou seja, Marinho participou diretamente de nove gols do Santos em nove jogos. O técnico Cuca o elogiou e disse que o jogador é uma referência para os mais novos do elenco. "Ele tem feito de tudo para vencermos os jogos, não só os gols. Ele é um líder importante para equipe. Hoje o time que terminou o jogo estava cheio de meninos e precisamos ter alguém para puxar essa garotada. Então, ele está sendo um referência muito importante", disse.
O prestígio se contrapõe à repercussão curiosa de uma entrevista dele realizada em 2015. Ainda pelo Ceará, o atacante virou meme e se tornou uma sensação na internet quando após uma partida demonstrou espanto com a informação de que estaria suspenso e fora do próximo jogo. "Que m..., hein? Não sabia, não", afirmou.
Antes de receber o status de "líder" e "referência", Marinho rodou o Brasil. Nascido em Alagoas, ele deu seus primeiros passos no futebol no Corinthians de sua cidade natal. Por lá ficou entre 2005 e 2007, até ser contratado para jogar nas categorias de base do Fluminense.
O atacante passou um ano nas Laranjeiras e seguiu para o Internacional, para onde foi emprestado para várias equipes: Caxias, Paraná, Goiás e Ituano até ser contratado pelo Náutico, em 2014. No entanto, na temporada seguinte, ele já não jogava mais por lá. Marinho foi negociado ao Ceará, clube onde a história do meme surgiu.
A boa temporada na equipe alvinegra fez com que o Cruzeiro se interessasse pelo jogador. Ele não se firmou na equipe mineira e foi emprestado ao Vitória, que o contratou, em 2016.
Após atuações convincentes, o atacante chamou a atenção da China e foi vendido ao Changchun Yatai. Marinho ficou fora do país por um ano, mas voltou ao Brasil, em 2018, para defender o Grêmio, onde permaneceu por uma temporada para depois seguir ao Santos.
SAMPAOLI E O COLETIVO - No Santos e sob o comando do argentino Jorge Sampaoli, Marinho aprendeu lições de coletividade tática dentro de campo. A princípio, a torcida santista o chamava de "fominha". O atacante segurava demais a bola e atrapalhava a formação de jogadas ofensivas, um mal costume que o acompanhava desde o Vitória.
"É assim que eu jogo, muita gente fala que não eu toco a bola, mas eu tento sempre fazer o melhor para a equipe. Quando faço gol, ninguém fala isso. Mas, quando o resultado começa a ser adverso, acho que muitas críticas começam a aparecer. Mas eu não estou preocupado com críticas e, sim, em fazer o meu melhor e ajudar o Vitória, que é o que importa", disse, em 2016.
Assim que perdeu essa postura, Marinho tornou-se titular absoluto do Santos e além do poderio técnico, ganhou força neste ano pelo seu posicionamento público contra o racismo. Na eliminação do clube no Campeonato Paulista deste ano, diante da Ponte Preta, o atacante ouviu críticas de um comentarista de rádio de que deveria voltar para a senzala. Um dia depois, o jogador fez um desabafo em vídeo.
"Quando acontece com a gente, a gente sente mais. E eu brigo toda hora. Por isso brigo pela causa, porque quando passamos na pele é horrível. E não podemos deixar isso passar. Eu sei quem eu sou, sei o valor que tenho. E aí, eu fico pensando, porque antigamente eu não tinha voz ativa, aí passavam despercebidas todas essas coisas", disse o jogador. Se no passado Marinho era sinônimo de meme, atualmente significa gols e posicionamento contundente.
(Com Agência Estado)
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