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Economia Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 18:00 - A | A

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Terça-feira, 20 de Janeiro de 2026, 18h:00 - A | A

Taxas de juros sobem e curva ganha inclinação com aumento das tensões entre EUA e Europa

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

Contaminados pela aversão maior ao risco que dominou os mercados globais nesta terça-feira, 20, os juros futuros negociados na B3 se consolidaram em elevação desde a abertura dos negócios, com ganho de inclinação da curva a termo.

A alta chegou a perder algum fôlego no início da tarde, quando o dólar inverteu o sinal positivo e passou a operar em queda ante o real. Mas o alívio vindo do câmbio não perdurou, e os juros voltaram a abrir cerca de 4 pontos-base no trecho mais curto e de 8 a cerca de 10 pontos-base nos intermediários e longos.

Sem indicadores domésticos na agenda, o aumento das tensões geopolíticas e comerciais entre Europa e Estados Unidos por causa da Groenlândia foi o pano de fundo para a elevação dos juros. Os DIs seguiram, ainda que em menor intensidade, o movimento da curva dos Treasuries, que foi pressionada pela busca maior por ativos seguros. Outra influência de fora veio do Japão, onde os retornos de títulos soberanos longos atingiram níveis recorde devido a preocupações fiscais.

No fechamento, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subiu de 13,757% no ajuste anterior para 13,81%. O DI para janeiro de 2029 avançou a 13,28%, vindo de 13,168% no ajuste antecedente. A taxa de janeiro de 2031 aumentou de 13,483% no ajuste de segunda-feira para 13,61%.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou nesta terça ameaças tarifárias contra a União Europeia se o bloco resistir à sua tentativa de anexar o território da Groenlândia, que atualmente pertence à Dinamarca. Segundo Trump, ele não vai recuar deste objetivo.

"O Ártico deixou de ser apenas um espaço de cooperação e passou a refletir rivalidades estratégicas entre Estados Unidos, Rússia e China, com a Europa em posição secundária", observa o diretor de pesquisa econômica do banco Pine, Cristiano Oliveira, em análise sobre o conflito.

O interesse militar americano pela ilha não é novo, remontando ao período do imediato pós-guerra mundial, nota Oliveira. "A novidade está menos no diagnóstico e mais na forma. Qualquer tentativa de 'aquisição' externa é juridicamente inviável sem o consentimento de sua população. Além disso, embora sua localização seja estratégica para vigilância, seu valor militar direto hoje terça é frequentemente exagerado", nota o diretor.

"As tensões geopolíticas aumentaram. Vimos as taxas de juros dos Treasuries subindo bastante, e a pressão nos DIs acompanhou o mercado externo", afirmou Flávio Serrano, economista-chefe do banco BMG. "O mercado de renda fixa global tem maior profundidade. Toda vez que há uma mudança de percepção, geralmente isso traz um movimento mais forte", disse.

Por volta das 18h, o retorno da T-Note de 2 anos aumentava a 3,597%. O rendimento da T-Note de 10 anos avançava a 4,292%, e o do T-Bond de 30 anos subia a 4,917%. Em uma semana sem publicação de indicadores econômicos por aqui e com expectativa de manutenção da Selic na decisão de semana que vem do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, de acordo com Serrano, o exterior foi o determinante para a piora no mercado de renda fixa local.

(Com Agência Estado)

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