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Economia Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026, 12:00 - A | A

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Quarta-feira, 30 de Setembro de 2026, 12h:00 - A | A

Para Bill Gates, é insano confiar na indústria para se autorregular

CONTEÚDO ESTADÃO
da Redação

O cofundador da Microsoft Bill Gates fez um alerta contundente sobre os riscos da inteligência artificial (IA) e defendeu mecanismos obrigatórios de supervisão e segurança para modelos avançados. Em entrevista ao The New York Times, Gates afirmou que a tecnologia é "a coisa mais perigosa da qual os seres humanos já chegaram perto" e rejeitou a ideia de que o setor possa depender apenas de autorregulação ou de responsabilização posterior por eventuais danos.

Gates comparou a situação à existência de regras de segurança para medicamentos, aviação e automóveis.

Segundo ele, modelos de código aberto já podem ser adaptados para auxiliar na criação de armas biológicas e ter mecanismos de monitoramento desativados. "Não se pode confiar na indústria para se autorregular aqui. É simplesmente insano", afirmou.

Gates disse ainda que a percepção sobre os riscos da IA permanece "extremamente baixa" fora do setor, inclusive entre acadêmicos, centros de pesquisa, formuladores de políticas e políticos.

Durante a entrevista, o jornalista observou que uma abordagem mais favorável à autorregulação encontra respaldo no governo do presidente dos EUA, Donald Trump, e citou, entre outros, David Sacks e o CEO da Nvidia, Jensen Huang.

Para Gates, a questão é se salvaguardas serão exigidas antes de grandes ataques cibernéticos ou biológicos. Ele questionou se será necessário esperar por "milhões de mortes" para que mecanismos obrigatórios de monitoramento sejam adotados.

(Com Agência Estado)

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