Realizado pelo Ministério de Minas e Energia, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o leilão de reserva de capacidade era muito aguardado pelo mercado, tendo em vista que um certame similar estava inicialmente previsto para ter sido feito em junho de 2025, mas foi cancelado em meio a uma onda de judicializações a respeito dos critérios estabelecidos para a disputa.
Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) apontam necessidade crescente de contratação de potência para garantir o atendimento à carga e a segurança do sistema elétrico nos próximos anos, sob risco cada vez maior de um potencial apagão.
Por conta disso, o Tribunal de Contas da União (TCU), mesmo identificando "fragilidades metodológicas" na definição dos preços-teto do leilão, evitou tomar medida que pudesse provocar adiamento do certame. Segundo ministro-relator Jorge de Oliveira, "embora existam fragilidades e potenciais ineficiências na modelagem da competição", o risco de desabastecimento de potência tornam desaconselhável a adoção de quaisquer medidas".
De outro, geradoras estão há anos no aguardo do leilão para conseguir novos contratos para ativos existentes - notadamente termelétricas a gás natural e óleo diesel - ou para tirar do papel antigos projetos de expansão hidrelétrica ou de construção de novas térmicas a gás.
(Com Agência Estado)
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