No fim de semana, o republicano anunciou novas tarifas a oito países europeus, válidas a partir de 1º de fevereiro e com possibilidade extensão a 25%, como tentativa de pressionar a aprovação da aquisição da Groenlândia. As alíquotas seriam somadas a tarifas preexistentes e, conforme a agência, deixaria o nível de cobrança sobre importações europeias em nível similar ao da China, dificultando o comércio.
"Um aumento de 25% implicaria aproximadamente o dobro do impacto sobre o PIB da zona do euro", diz a Fitch. "A Alemanha, para a qual projetamos crescimento do PIB de 1,2% neste ano e de 1,4% em 2027 em nosso relatório de dezembro, seria a mais afetada", acrescenta. No caso alemão, a agência estima que o crescimento pode ficar entre 0,8% a 0,9% abaixo do previsto até 2027, também sob possibilidade de impacto dobrado a depender do tamanho das tarifas.
Segundo a Fitch, a resposta da União Europeia tende a ser moderada e com efeitos praticamente nulos, devido a preocupações com segurança e com a manutenção do compromisso dos EUA com a defesa europeia. A agência destaca as discussões sobre implementar o pacote de 95 bilhões de euros em tarifas contra importações americanas, o que afetaria apenas cerca de 0,4% do PIB dos EUA.
Por outro lado, o relatório reconhece que uma resposta europeia mais significativa "é possível" e que a Europa teria ferramentas para implementá-la.
No caso da Dinamarca, a Fitch avalia que as finanças públicas robustas e o pequeno peso econômico da Groenlândia limitariam o impacto de uma eventual perda da ilha autônoma, mas deixaria o país exposto a efeitos políticos e geoestratégicos.
De modo mais amplo, o aumento de riscos geopolíticos, reflexos sobre a atual estrutura da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e preocupações com a segurança do Leste Europeu devem ter peso mais imediato na avaliação de soberanos da Estônia, Letônia e Lituânia, ante persistência também da guerra entre Rússia e Ucrânia. Tudo somado, a Fitch prevê que as tensões com os EUA intensificarão as pressões por aumento dos gastos com defesa na Europa.
(Com Agência Estado)
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