O colegiado mencionou que a inadimplência segue elevada nos Estados Unidos, em diversas modalidades de crédito, alcançando o maior nível desde 2009 em cartão de crédito. Também citou que o balanço do Federal Reserve voltou a se expandir, refletindo compras de T-Bills, em um contexto de liquidez global ainda elevada e maior alavancagem de hedge funds.
Na China, disse, é observada desaceleração do crédito bancário, em linha com a menor demanda por crédito em um ambiente de moderação da atividade econômica.
As avaliações constam na ata da sua 64ª reunião. O Comef também afirma que o sistema financeiro internacional tem demonstrado resiliência, mas emenda que a incerteza de política econômica permanece elevada, e a materialização recente de riscos geopolíticos aumentou a volatilidade nos mercados.
"Até o momento, os efeitos concentram-se nos preços de commodities, sem contágio em mesma proporção para outros ativos financeiros", disse. "O regime de câmbio flutuante segue absorvendo choques e o sistema financeiro internacional segue em realocação ordenada de posições."
Nesse contexto, afirmou, as expectativas em relação às trajetórias das políticas fiscal e monetária das economias avançadas continuam a desempenhar papel relevante na precificação de ativos. Para o colegiado, requerem mais atenção as dúvidas sobre a valorização de ativos de risco e outras vulnerabilidades financeiras.
Buffers
De acordo com o Comef, a maioria das jurisdições manteve inalterados seus buffers contracíclicos de capital, enquanto três decidiram elevá-los.
De 58 jurisdições avaliadas, 45 mantiveram o buffer contracíclico ativado, das quais 26 jurisdições fizeram referência à adoção da sistemática do buffer neutro positivo, que consiste na manutenção de um nível mínimo de capital adicional contracíclico mesmo em períodos sem acúmulo significativo de riscos financeiros.
(Com Agência Estado)
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