Na avaliação da CNI, o financiamento contribuirá para reduzir dificuldades das empresas em um cenário internacional adverso, marcado pela desaceleração da economia global, pelo tarifaço dos Estados Unidos e por impactos das tensões geopolíticas nas cadeias de comércio exterior.
"A injeção de R$ 15 bilhões para o financiamento a exportadores dará fôlego às indústrias, em especial as pequenas e médias, e ajudará as empresas a evitar a disseminação de problemas financeiros ao longo das cadeias produtivas, preservando empregos e capacidade de produção, sobretudo em um contexto de juros elevados, que restringem o acesso ao crédito no mercado", comenta o presidente da CNI, Ricardo Alban.
Segundo Alban, é "imprescindível" que a medida provisória seja convertida em lei para garantir segurança jurídica, previsibilidade e efetividade.
O Brasil Soberano 2.0, como está sendo chamado o programa, usará recursos do Fundo de Garantia à Exportação (FGE) e de fontes supervisionadas pelo ministério da Fazenda. Vai financiar, entre outras operações, capital de giro, aquisição de bens de capital e investimentos tanto em adaptação e expansão da atividade produtiva quanto em inovação tecnológica ou adaptação de produtos.
Serão apoiados setores que ainda sofrem com tarifas elevadas nos EUA, como siderurgia, metalurgia e indústria de autopeças, além de setores relevantes para a balança comercial brasileira, como as indústrias farmacêutica, de máquinas e equipamentos e de produtos eletrônicos. As linhas também atenderão empresas impactadas pela falta de fertilizantes, devido a conflitos globais.
(Com Agência Estado)
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